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Brasil

Microsoft confirma que se dedicará a tecnologia e serviços

Arquivo Geral

10/07/2007 0h00

A direção da Microsoft afirmou nesta terça-feira, side effects no início da Conferência Mundial de Parceiros em Denver, que a companhia se transformará numa empresa de software e de serviços dedicada a lucrar com investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

Tanto o executivo-chefe, Steven Ballmer, quanto o diretor mundial de operações da Microsoft, Kevin Turner, confirmaram diante de mais de 8 mil parceiros de 130 países que a companhia vai se tornar um negócio de tecnologia e de serviços e que não há retrocesso na estratégia, apesar dos temores de muitos.

“A evolução do modelo de informática passa pela estratégia de software e serviços” disse Ballmer, que também rejeitou a idéia de que no futuro as aplicações serão realizadas na internet e não nas equipes locais, uma estratégia promovida pelo Google.

“Não faz sentido que o mundo renuncie aos lucros (de aplicações baseadas em equipes locais) para trabalhar com clientes reduzidos. O desafio é fazer aplicações complexas que funcionem como uma transação de internet”, disse Ballmer.

Além disso, deu o exemplo dos suportes móveis, como telefones celulares, que cada vez mais utilizam aplicações complexas e “não o contrário”. O executivo-chefe da empresa destacou que o novo produto da Microsoft, Silverlight, “é o início desta transformação”.

Ballmer e Turner afirmaram que os três primeiros trimestres do ano fiscal de 2007 tiveram resultados econômicos “muito bons”, com um crescimento “sem precedentes” que serão reforçados na próxima semana, quando a Microsoft divulgar os resultados dos últimos três meses do ano. Para Turner, 2008 será melhor.

“Em 2008 vejo dinheiro. Vai ser um ano histórico!”, exclamou Turner diante dos milhares de parceiros que enchiam o Centro de Convenções de Denver.

“Este ano, a Microsoft investiu US$ 7 bilhões em pesquisa e desenvolvimento, mais que qualquer outra empresa do setor. Este é o ano em que vamos transformar toda essa inovação em dinheiro”, continuou Turner.

Turner, antigo diretor do Wal-Mart que chegou à Microsoft em 2005, enfatizou que é preciso “vender, vender, vender. Estratégia sem execução é alucinação. Estamos aqui para vender produtos”.

De acordo com Turner, a estratégia da Microsoft obrigará a companhia a enfrentar empresas como Google, Apple, Symantec, Oracle, e Novell, e que quando isso acontecer, “vamos concorrer para ganhar”. “Queremos concorrer de forma justa e com respeito, mas queremos ganhar”, disse.

Turner também se referiu à estratégia de software e serviços, recomendando aos parceiros da Microsoft que abandonem seus medos e aceitem a mudança.

“É uma transformação enorme para a companhia, mas temos uma posição única para proporcionar software e serviços (s+s). É iminente, vai fazer sucesso porque o cliente vai querer a opção. Isto está começando a explodir”, afirmou Turner.

A entrada da Microsoft no ramo de serviços, até agora reservado aos parceiros da gigante da informática, gerou muitas dúvidas entre as empresas encarregadas de vender, instalar e manter os produtos da Microsoft.

Estes empresários têm medo de que no futuro sejam obrigados a competir com a Microsoft, uma briga que não poderão ganhar. No entanto, os diretores da companhia se esforçaram para esclarecer que seu interesse não é diminuir negócios para os sócios e que a transformação abre as portas para mais oportunidades econômicas.

O diretor também afirmou que “em quatro ou cinco anos, o Office Live (uma das aplicações de s+s) será um dos produtos mais utilizados. Estará entre os três ou quatro aplicativos mais instalados no mundo todo”.

Turner também anunciou que em fevereiro de 2008 a Microsoft lançará o Windows Server 2008, o Visual Studio 2008 e o SQL Server 2008.

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