Na teoria, Porto Rico era favorito, mas o México simplesmente ignorou a situação e surpreendeu os adversários no segundo jogo da primeira rodada do Torneio Pré-olímpico, em Las Vegas. Na noite desta quarta-feira, a equipe mexicana venceu por 100 x 89 (57 x 45 no primeiro tempo).
Porto Rico tenta se recuperar nesta quinta-feira, enfrentando o Panamá, às 21h30. Os panamenhos foram superados na estréia pelo Uruguai. Já o México folga na rodada e só volta a jogar na sexta-feira contra os panamenhos, às 16h30.
Depois de um começo equilibrado com as duas equipes fechando o primeiro quarto empatadas em 29 pontos, o México não tardou para impor seu ritmo. Investindo nas infiltrações e sem desperdiçar arremessos livres depois da primeira parada, assumiu o controle da partida.
Durante o primeiro tempo, teve 12 lances livres e converteu 11. Alertas ao andamento do jogo, seus jogadores roubaram sete bolas na etapa, impondo um total de 17 perdas de posse nos porto-riquenhos.
Neste ritmo, o México abriu 13 pontos no placar, graças à atuação eficiente de Mata Mariscal. Em Porto Rico, Elias Ayuso tentava diminuir o prejuízo sem sucesso e seu grupo foi para o vestiário perdendo por 57 x 45.
Porto Rico começou o terceiro quarto garantindo cinco pontos no placar sem permitir pontuação adversária, o que levou o técnico mexicano a solicitar tempo para melhorar o posicionamento de seu time. O treinador Manolo Cintron tirou Ramos e Peter para a entrada de Sanchez Rosa e Ricardo em Porto Rico, tentando mudar a dinâmica do grupo.
Apesar da tentativa de reação porto-riquenha, o México foi administrando sete pontos de diferença no placar nos cinco minutos iniciais da etapa, até retomar dez pontos de vantagem (64 x 54).
Apesar de liderar toda a etapa, o México caiu em produtividade nos minutos finais do quarto, permitindo que os porto-riquenhos baixassem para seis pontos a diferença (73 x 69). Mesmo em desvantagem no placar, Porto Rico mantinha melhor aproveitamento no garrafão (40 x 24 no total), mas continuava cometendo erros tolos e perdendo posses importantes de bola (21 x 12).
As duas equipes foram para o vestiário com o placar de 76 x 73, após uma enterrada de Reyes, que já tinha convertido um lance livre pouco antes. Apesar do momento de reação de seu grupo, Jose Barea acabou se descontrolando em quadra. O número cinco, que tinha entrado minutos antes no lugar de Filiberto Rivera, levou falta técnica e acabou excluído do jogo com cinco infrações.
Porto Rico aproveitou o bom momento e encostou ainda mais no início do último período. Figueroa acertou uma cesta de dois e deixou o placar em 76 x 75. O mesmo Figueroa ajudou sua equipe a assumir a liderança, pela primeira vez desde o primeiro quarto, marcando mais uma dentro do perímetro para colocar Porto Rico com 79 x 78.
A vantagem foi rápida, dois lances livres em favor do México inverteu a situação, mas serviu para motivar ainda mais o grupo porto-riquenho. Sentindo a ameaça, o México tratou de correr do prejuízo, contanto até com a vibração do banco de reservas.
O técnico Cintron tirou Carlos Arroyo do banco para ajudar Porto Rico e colocar mais pressão sobre o México, que viu seu principal destaque, Mariscal, ficar pendurado com quatro faltas.
Aproveitando bem os lances livres, Porto Rico se aproximou novamente com 85 x 83, tendo cinco minutos por jogar. Pouco depois de entrar, Pedroza garantiu mais dois pontos para o México, que teve trabalho para segurar o ímpeto dos oponentes, mas conseguiu restabelecer oito pontos de vantagem com 3min08 para o fim do jogo, que venceu por 100 x 89, após uma crise de apatia porto-riquenha.