A redação é um diferencial quando o assunto é vestibular, Enem ou PAS. Um bom desempenho nessa prova pode significar a classificação ou a reprovação para o almejado curso superior. Mas o que era um bicho de sete cabeças para muitos alunos do Ensino Médio do CIMAN está se tornando em um grande trunfo entre aqueles que sonham com os cursos mais concorridos das universidades. Desde que a escola adotou uma nova sistemática na forma de ensinar as técnicas de redação, as notas na disciplina só melhoraram e os resultados já estão pesando no índice de aprovação nos concursos.
Há três anos, o CIMAN optou por oferecer aos alunos Oficinas de Redação no contraturno. O objetivo é associar aulas teóricas, ministradas pelos professores regentes das disciplinas de Redação e Língua Portuguesa, à prática da escrita na Oficina de redação, proporcionando ao aluno um aprendizado com técnicas para escrever bem, além de orientá-lo no exercício da produção textual. A atividade, apesar de opcional, soma pontos às médias dos alunos, o que inicialmente garantiu a adesão ao projeto.
“Por mais que se tenham parâmetros para a correção das redações sempre haverá um grau de subjetividade do avaliador Portanto, quanto maior apuro na técnica do redator, menor será essa subjetividade, e só a prática apura essa técnica. É isso que buscamos”, afirma a professora de português Anaurise Ribeiro Toda, coordenadora do projeto.
Nas oficinas, o grupo relê os textos produzidos durante as aulas, encontra os problemas, apresenta dúvidas e reescreve as redações, com tempo estipulado de uma hora. O texto final precisa se enquadrar nos parâmetros gramaticais e estéticos estabelecidos. São observados: composição do título, ortografia, letra legível, respeito ao parágrafo e às margens, acentuação, pontuação e limpeza do trabalho. As redações só são consideradas concluídas quando estiverem expressando as ideias do autor de forma clara e objetiva. Assim, os alunos aprendem adequar a linguagem ao receptor, a utilizar técnicas de redação passo a passo, a interpretar e a fazer resumos, a redigir fazendo uso de esquema e a evitar o uso de vícios de linguagem, tom inadequado, excesso de palavras e a imprimir um estilo próprio de escrever.
“Com essa rotina, o aluno torna-se apto a produzir textos melhores e, com isso, estaremos atingindo nosso objetivo maior que é a formação integral do aluno e sua aprovação nos concursos,” conclui a professora.