O líder da oposição mexicana presta juramento hoje como "presidente legítimo" do país, viagra page retomando sua campanha contra a suposta fraude na eleição de julho, numa tentativa de evitar a posse do conservador que foi declarado vencedor.
Dezenas milhares de pessoas devem lotar a enorme praça do Zócalo, a maior da capital, para ver Andrés Manuel López Obrador prestar juramento em uma cerimônia sem valor legal, mas que pode desencadear novas manifestações nas ruas.
Felipe Calderón, do governista Partido Ação Nacional, venceu as eleições de 2 de julho por estreita margem. A Justiça Eleitoral posteriormente rejeitou as suspeitas de fraude levantadas por López Obrador. Militantes de esquerda mantiveram durante semanas a Cidade do México paralisada devido a acampamentos montados em avenidas e praças da cidade, um movimento que depois se desmobilizou.
Em sua "posse", que coincide com o aniversário do início da Revolução Mexicana (1910), López Obrador deve detalhar seus planos de comandar um governo paralelo e pode convocar novos protestos contra Calderón. Parlamentares do seu Partido da Revolução Democrática prometem impedir a posse de Calderón na Câmara, no dia 1º.
"Ele sabe que não ganhou, que é produto de uma fraude eleitoral. Isso não pode lhe dar paz de espírito. Não importa quão cínico ele seja, ele não pode se sentir seguro", disse López Obrador em entrevista publicada na segunda-feira pelo diário La Jornada.
"Calderón é o reles servidor dos criminosos de colarinho-branco". A Polícia Federal já armou barricadas em torno da Câmara dos Deputados para evitar que os seguidores de López Obrador acampem ali nos próximos dias.
López Obrador era visto como o candidato dos pobres, mas assustava a elite e parte da classe média devido às suspeitas de que endividaria o país, a fastaria investidores e se aliaria aos governos esquerdistas da Venezuela e de Cuba. Já Calderón se compromete a manter as reformas pró-mercado do seu antecessor, Vicente Fox, e provavelmente será um firme aliado dos Estados Unidos.
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O governo dos EUA anunciou na segunda-feira a encomenda de quase US$ 200 milhões em vacinas contra o vírus H5N1, clinic da gripe aviária. Três laboratórios, viagra Sanofi Pasteur, approved Novartis e GlaxoSmithKline, vão fornecer ao Departamento de Saúde doses suficientes para 2,7 milhões de pessoas.
A vacina será formulada especificamente para uma nova cepa do H5N1 que surgiu nos últimos meses. "Ter um estoque de vacina de gripe que possa oferecer proteção contra o H5N1 é parte importante do nosso plano de preparação contra uma pandemia de gripe", disse o secretário de Saúde, Mike Levitt, em nota.
Segundo Levitt, o estoque norte-americano atualmente é de 5,9 milhões de doses, o suficiente para quase 3 milhões de pessoas (cada paciente precisa de duas doses). O Departamento de Saúde pretende montar um estoque para 20 milhões de pessoas. O H5N1 em geral só afeta aves, mas já contaminou também 258 pessoas em dez países, Tailândia, Vietnã, Indonésia, China, Turquia, Azerbaijão, Iraque, Egito, Djibuti e Camboja, matando 153 delas.
Especialistas temem que o vírus sofra uma mutação que lhe permita o contágio direto entre pessoas, o que poderia provocar uma pandemia com milhões de vítimas. Nenhuma vacina contra o H5N1 será perfeitamente eficaz na proteção contra novas cepas, mas estudos sugerem que a imunização reduz a taxa de mortalidade.
A Glaxo declarou que produziria 800 mil doses em sua recém-inaugurada fábrica no Canadá. O laboratório disse em nota que o Departamento de Saúde tem a opção de comprar vacinas pré-pandêmicas junto com os sistemas adjuvantes produzidos pela empresa, o que significa a necessidade de usar menos antígenos em cada dose.
Adjuvantes são compostos adicionados às vacinas para torná-las mais eficazes. "Os três contratos incluem um de 117,9 milhões para a Sanofi Pasteur por 3,7 milhões de doses, um contrato de US$ 40,95 milhões para a Novartis por 800 mil doses e um de US$ 40,6 milhões para a GlaxoSmithKline por 800 mil doses", disse a nota do Departamento de Saúde.
Em maio, o departamento havia anunciado contratos de mais de US$ 1 bilhão para que cinco laboratórios aperfeiçoassem as vacinas contra gripe aviária e as produzissem nos EUA, com uma tecnologia mais rápida e precisa.
Além da corrupção em muitos países, buy o financiamento internacional para os programas de combate à Aids tem encontrado um novo empecilho para se traduzir em ajuda às populações necessitadas: as políticas econômicas restritivas de muitos países estão obstruindo a liberação das verbas recebidas por governos de todo o mundo. Essa é a avaliação dos participantes da conferência internacional das Nações Unidas que discute, discount em Brasília, medications a aplicação das doações externas na luta contra o HIV.
De hoje até quarta-feira, o seminário, que reúne 56 representantes de 21 países, discute o efeito das políticas macroeconômicas sobre os recursos destinados ao combate à aids. O encontro é organizado pelo Centro Internacional de Pobreza, braço do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) mantido com o apoio do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A conferência reúne economistas, pesquisadores, especialistas da ONU, membros das agências de cooperação, além de representantes de instituições públicas e de organizações não-governamentais.
Segundo o diretor do Centro Internacional de Pobreza, Terry McKinley, muitos governos, principalmente de países com economias pequenas e de baixa renda, têm receio de que os gastos das doações internacionais aumentem a circulação de dinheiro e provoque aumento da inflação. Dessa forma, as transferências estrangeiras, em vez de auxiliar a população, passam a compor as reservas internacionais desses países. “Depois das crises internacionais dos anos 90, os governos passaram a se comportar de maneira muito mais conservadora”, aponta McKinley.
Um estudo apresentado na conferência mostra que na última década o maior aumento nos financiamentos externos ocorreu na África Subsaariana, que concentra a maior incidência de aids no mundo. Em alguns países da região, o total de doações chega a superar o orçamento para a saúde e, somente na Zâmbia, o reajuste chegou a 700% apenas entre 2002 e 2004. No entanto, grande parte desses repasses não chega à população dessa região.
De acordo com o Centro Internacional de Pobreza, a política econômica baseada nos cortes de gastos e nos juros altos tem impedido que os países em desenvolvimento, que concentram 95% dos portadores de HIV, se aproveitem do aumento das doações internacionais. Atualmente, conforme a entidade, os países que recebem recursos estrangeiros para o combate à doença gastam apenas 50% da verba.
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A conferência internacional que discute, page em Brasília, search a aplicação dos financiamentos internacionais no combate à Aids começou com um alerta. O uso de apenas 50% das doações estrangeiras para controlar a doença pode impedir o cumprimento das Metas do Milênio relacionadas ao assunto. “Os membros das Nações Unidas se comprometeram em deter a propagação da epidemia e inverter a tendência de aumento até 2015”, sales lembrou a representante do Grupo HIV/Aids do Pnud em Nova York, Lily Ohiorhenuan. “No quadro atual, isso pode não ser possível”, advertiu.
Entre 1996 e 2005, o gasto no combate à aids foi de US$ 5 bilhões nos países em desenvolvimento, que concentram 95% dos 40 milhões de portadores do HIV em todo o mundo. Os números foram apresentados num estudo divulgado no encontro. A quantia representa volume 15 vezes maior que o registrado há dez anos, mas ainda é insuficiente em relação aos US$ 12 bilhões necessários para conter a expansão da Aids no planeta.
Representante do Fundo Monetário Internacional (FMI) no encontro, Mwanza Nkuzu reconhece que a execução de políticas monetárias e fiscais restritivas tem superado a corrupção como principal obstáculo para a aplicação das ajudas internacionais. “É claro que a corrupção ainda existe em muitos desses lugares, mas os sistemas de prestação de contas estão cada vez mais evoluídos”, disse. “O maior problema hoje está no medo que alguns governos têm em aplicar as verbas.”
Para evitar a subida da inflação nos países que recebem elevadas quantias em doações, os participantes discutem medidas que vão contra o conservadorismo econômico. No encontro, serão sugeridas medidas como o uso das reservas internacionais para impedir a valorização excessiva do câmbio nos países que recebem altos volumes de financiamento em dólares, o abrandamento das metas de inflação e o controle do fluxo de capitais, como ocorre no Chile e na Malásia.
“As políticas monetárias e cambiais podem ser usadas para administrar a flutuação do câmbio nessas situações e impedir o surto de inflação”, acredita McKinley, do Centro Internacional de Pobreza. “Só assim esses países vão perder o receio de utilizar os recursos recebidos do exterior.”
As sugestões, no entanto, não se limitam a medidas econômicas. Representante do Pnud na Etiópia, Fidele Sarassoro, ressalta a necessidade de que os recursos dos financiamentos internacionais sejam investidos não apenas no controle da aids, mas na capacitação de profissionais e na consolidação de um sistema de saúde público nos países subdesenvolvidos. “Às vezes, a gente não tem como gastar porque falta estrutura para liberar as verbas”, explica. “Não adianta nada a gente receber verbas para comprar remédios se não temos nem médicos e enfermeiros para tratar os pacientes.”
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