A tarde foi mesmo de superação para alguns dos principais nomes do atletismo nacional na disputa do Campeonato Sul-americano de atletismo, em São Paulo. Nesta sexta-feira, além de Maurren Maggi, que driblou as dores na perna para vencer no salto em distância, o velocista Vicente Lenílson também apelou para a superação nos 100m.
Vencedor da prova com 10s36, ele sofreu a pressão do equatoriano Franklin Nazareno, que cruzou a linha apenas 0s01 depois. O colombiano Alvaro Gómez ficou em terceiro (10s66). “Pela quantidade de dor com a qual corri foi bom (o resultado)”, conforma-se o vice-campeão olímpico (Sydney-2000) e mundial (Paris-2003). Lenílson disputou a prova desta tarde com uma lesão lombar.
O problema surgiu durante a disputa do meeting na Bolívia, no início do mês. Enquanto falava sobre o resultado de hoje, Lenílson já esperava o que estava por vir. “Quando parar este calor (da corrida) vou sentir”.
Para ele, a disputa com o equatoriano não foi uma surpresa. “O Franklin é um rapaz novo, que tem uma chegada forte. Sabia que não podia errar no começo e estava um pouco limitado por causa destas dores, mas sabia que ia ganhar”.
Candidato a uma vaga nos Jogos Pan-americanos do Rio – a equipe nacional sai no Troféu Brasil, a partir do dia 20, em São Paulo -, o atual líder do ranking brasileiro da prova não considera que a lesão possa atrapalhar seus planos. “Uma semana de descanso pode resolver isso”, afirma o velocista, que não vai correr os 200m neste sábado, último dia do torneio, para se poupar.
Apesar da confiança de Lenílson, um problema exatamente igual a este acabou por deixá-lo fora dos Jogos Pan-americanos de Santo Domingo-2003. “Tive uma lesão destas há quatro anos, no Troféu Brasil”. No torneio, classificatório para o Pan, ele ficou em terceiro e não obteve a vaga.