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Brasil

Mesmo com boas atuações, Jaqueline não se considera garantida

Arquivo Geral

18/11/2006 0h00

Melhor recepção do Mundial – justamente o fundamento que não entrou na premiação individual da Federação Internacional de Vôlei –, a ponteira Jaqueline surpreendeu ao afirmar que não considera ter um lugar certo na seleção de José Roberto Guimarães. E o pensamento vale até para competições próximas, como os Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro, em julho de 2007.

“Não me considero com a vaga. Vou lutar bastante para estar entre as 12 atletas do Pan porque está todo mundo querendo mostrar seu jogo na seleção. Tenho que correr atrás porque o Brasil tem jogadoras para dar e vender, muitas delas ainda novas”, comenta a atleta.

Por outro lado, ela não escondeu a felicidade pela sua excelente atuação no Mundial. Isso porque sua carreira é marcada por problemas sérias. Ela, por exemplo, não foi para o Mundial de 2002 por conta de uma trombose na mão esquerda. Logo depois passou por duas graves contusões no joelho esquerdo, além de ter sofrido com problemas de saúde, como mal-estar, na última Superliga.

“Depois de ter ficado quase dois anos afastada das quadras estou em meu segundo ano na seleção. Fico muito feliz por ter feito um bom campeonato, mas quero ainda fazer melhor. Esse é o meu objetivo, não desisto nunca”, garante a atleta.

Ela, porém, não se esqueceu de agradecer as companheiras de time. “Este é um grupo maravilhoso, onde todas estão a fim de treinar, de correr atrás o tempo inteiro. As jogadoras e a comissão técnica estão de parabéns. Temos que aprender com estas lições e melhorar cada vez mais, pois ainda temos muito a mostrar”, assegura.

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