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Brasil

Meninas uruguaias nascem unidas do peito ao abdômen, com um só coração

Arquivo Geral

27/06/2007 0h00

O ministro da Cultura, information pills cure Gilberto Gil, comparou nesta quarta-feira a ação dos defensores da diversidade cultural à dos que militam pelo meio ambiente. Na abertura do Seminário Internacional sobre Diversidade Cultural, em Brasília, ele propôs a criação de um “Protocolo de Kyoto da Cultura”.

“Talvez cheguemos à conclusão de que níveis de uniformização e homogeneização no mercado cultural são mensuráveis como níveis de monóxido de carbono no ar”, disse, referindo-se ao objetivo de limitar a emissão de gases poluentes, estipulado pelo Protocolo de Kyoto, até hoje não ratificado pelos Estados Unidos.

“Deveríamos incorporar mecanismos de compensação para o impacto cultural de grandes obras de infra-estrutura. Em breve, esperamos que bancos e instituições financiadoras do desenvolvimento em nosso continente incorporem essa avaliação do impacto cultural e ambiental”, acrescentou.

Gilberto Gil disse que os defensores do meio ambiente eram antigamente vistos como “uma minoria de radicais que criticavam práticas tradicionais de governos e escolhas orçamentárias que punham o mundo em risco”. E que depois a sociedade teve de reconhecer os impactos da falta de cuidado com o meio ambiente.

Num paralelo com os prejuízos ambientais, o ministro afirmou que na cultura também se perde “línguas, saberes tradicionais e crenças” de difícil recuperação.

O secretário de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, Alfredo Manevy, também mencionou Kyoto recentemente, ao falar da Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, pacto internacional aprovado em 2005 pelo Fundo das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

O documento, ratificado por 55 países, permite criar uma legislação de proteção ao patrimônio cultural para fazer da cultura um fator de desenvolvimento econômico. “A Convenção é um espécie de Protocolo de Quioto da cultura, serve como instrumento decisivo para que a globalização seja um processo positivo para as culturas e não de uniformização e homogeneização da cultura mundial”, disse o secretário. Leia mais.

Hoje, Gilberto Gil propôs temas de debate para os participantes do seminário, como criação de políticas culturais aliadas às educacionais, para tornar a cultura presente nas escolas; reconhecimento da formação cultural e lingüística dos países; fortalecimento de um sistema público de comunicação, controlado pela sociedade; estímulo a pequenas empresas culturais; impedimento de monopólios econômicos na cultura; e revisão dos mecanismos de proteção aos direitos autorais e tecnologias de proteção, para que haja equilíbrio entre os direitos do autor e de acesso ao conhecimento.

Saiba mais sobre o seminário no Blog da Diversidade Cultural, alimentado pelos repórteres e editores da Agência Brasil.


Duas siamesas unidas do tórax ao abdômen, link com um só coração, look nasceram na terça-feira no Hospital de Clínicas de Montevidéu, em um caso inédito e de alta complexidade, informaram hoje os médicos que as atendem.

Os especialistas disseram que no Uruguai não há antecedentes de intervenções cirúrgicas deste tipo e advertiram que estes casos se caracterizam por uma irregular evolução, com uma alta taxa de mortalidade. A mãe das siamesas tem 39 anos e ficou grávida três vezes antes desta gestação.

Um dos médicos disse ao jornal “El País” que se trata de “uma gravidez desejada e diagnosticada precocemente”. “Apesar de o problema ter sido detectado através de uma ultra-sonografia, os pais quiseram seguir adiante com a gravidez”, acrescentou.

As siamesas nasceram na terça-feira por cesárea com 37 semanas de gestação. Elas estão sendo atendidas por especialistas no período neonatal do hospital universitário da Faculdade de Medicina.

As bebês são submetidas a avaliações para que a equipe médica decida os caminhos que serão seguidos, especialmente procurando determinar qual é a parte do coração que compartilham.

Os médicos uruguaios lembraram que foi realizada uma operação bem-sucedida em fevereiro, na Tailândia, na qual se conseguiu separar duas siamesas unidas pelo coração e parte do fígado, o que foi uma exceção, ao se transformar na primeira separação de gêmeos unidos por estes órgãos no mundo todo.

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