Cerca de 40 médicos vindos de outros estados para trabalhar no combate à dengue no Rio de Janeiro começaram a ser treinados hoje (7) pela Secretaria Estadual de Saúde, recipe no quartel-general do Corpo de Bombeiros, capsule no centro da cidade. Ontem (6) chegaram os primeiros profissionais, information pills entre clínicos e pediatras, e, até o final do dia, são esperados 83 médicos, no total, de vários estados brasileiros. A estimativa é que eles comecem a trabalhar amanhã (8).
Segundo a secretaria, os médicos devem integrar as equipes que vão atuar nas tendas de hidratação, onde os pacientes que já passaram por hospitais são tratados, e também irão trabalhar nas unidades de pronto atendimento, reforçando a pediatria.
O primeiro grupo passa por um treinamento que durará todo o dia. Os médicos recebem uma série de orientações, como informações sobre o protocolo de atendimento à dengue no Rio. A idéia é que eles permaneçam no estado por 15 dias e depois sejam substituídos por outros profissionais, até que a situação da doença no estado se estabilize.
A pediatra gaúcha Viviane Rauber, de 30 anos, foi convidada para reforçar a equipe no Rio pela direção do Hospital da Criança Santo Antônio, ligado à Santa Casa de Porto Alegre, onde trabalha.
A médica disse que é a primeira vez que recebe treinamento para combater a epidemia de dengue. “Eu espero poder ajudar. É uma realidade diferente da que eu estou acostumada. O Rio Grande do Sul também tem vários casos de dengue, mas muitos adquiridos em outros estados”, contou a pediatra. “Claro que o nosso afastamento temporário tem um peso sobre os hospitais gaúchos, já que nesta época começam as internações de crianças vítimas de problemas respiratórios, mas o Rio está vivendo uma epidemia e nós não podemos ficar insensíveis diante desta situação”, completou.
O secretário Estadual de Saúde do Rio, Sérgio Cortes, participou da primeira reunião com os médicos de outros estados. Ele informou que as equipes serão enviadas para tendas de hidratação e unidades médicas que ainda estão sendo definidas.
Sérgio Cortes disse ainda que os problemas de superlotação das emergências estão sendo resolvidos com a ajuda das tendas de hidratação. “Não houve diminuição na procura dos hospitais, o que aconteceu foi que, com essa organização do sistema, tendo os centros de hidratação como referência, os pacientes que chegam aos hospitais vão para esses centros. Após a primeira consulta, eles não voltam mais para os hospitais, e passam a fazer a revisão no próprio centro de referência.”
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, são esperados 150 médicos vindos de todos os estados brasileiros. Eles irão receber R$ 500 por cada plantão de 12 horas.