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Brasil

MCT disponibiliza dados ampliados sobre Inventário preliminares de emissões de gases de efeito estuf

Arquivo Geral

01/12/2009 0h00


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O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) disponibiliza uma versão ampliada dos dados preliminares do Inventário Brasileiro das Emissões e Remoções Antrópicas de Gases de Efeito Estufa. O documento apresenta detalhamento da emissão de gases por subsetores. O Inventário é parte da Comunicação Nacional à Convenção Quadro da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Mudanças do Clima. 


A Comunicação é um dos principais compromissos de todos os países signatários da Convenção de Mudança do Clima. O prazo legal de apresentação encerra no dia 31 de março de 2011, mas a divulgação das informações mais importantes foi feita a semana passada em função da proximidade de realização da 15ª Conferência da Partes (COP15) da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que se realiza de 7 a 18 de dezembro em Copenhague, na Dinamarca.

A coordenação do trabalho é do MCT. Já a obtenção das informações do Inventário Nacional tem a participação de 700 especialistas e cerca de 150 entidades governamentais e não-governamentais, incluindo ministérios, institutos, universidades, centros de pesquisa e entidades setoriais da indústria. “A recepção das informações foi concluída agora em novembro para apresentação, em janeiro de 2010, do relatório de referência, para ser discutida em consulta pública e seminários’’, informou o ministro Sergio  Rezende à Comissão de Meio Ambiente do Senado onde o Inventário foi apresentado na semana passada.

Os estudos elaborados darão origem a cerca de 20 Relatórios de Referência contendo as informações utilizadas, descrição da metodologia empregada e critérios adotados. No primeiro semestre de 2010, os dados serão submetidos à análise de especialistas que não participaram diretamente do processo.

O primeiro inventário foi publicado em 2004 com dados referentes ao período de 1990 a 1994. De acordo com o ministro, o grande intervalo para essas divulgações é explicado pela pequena variação anual dos dados, além da complexidade do trabalho.

Rezende esclareceu ainda que os dados do inventário são mais confiáveis do que qualquer estimativa feita até o momento, mas que estão muito próximos das informações já divulgadas pelo governo. “As fontes dos documentos utilizados antes são dos ministérios do Meio Ambiente, e das Minas e Energia e do Inventário. Agora nós temos dados preliminares muito mais consistentes”, afirmou.

De acordo com Rezende, a preocupação com os gases na atmosfera começaram a surgir há dois séculos, mas a partir da criação do Painel Intergovernamental de Mudança do Clima (IPCC) da Organização das Nações Unidas (ONU), em 1988, com a produção de relatórios, aumentou o interesse sobre o tema, em especial, agora, depois do auge da crise econômica.


O Inventário é apresentado para o ano base de 2000. Também foram exibidos os valores referentes a outros anos do período de 1990 a 2005, além de atualizar a informações do primeiro inventário.

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