“A liderança de Sarkozy é muito importante” na questão nuclear iraniana, disse McCain à imprensa, ao término de um encontro no Palácio do Eliseu com o chefe do Estado francês.
O candidato republicano, que foi a Paris em uma viagem destinada a questões de segurança e de defesa junto com outros dois senadores americanos, afirmou que, caso seja eleito presidente, a disputa nuclear iraniana seria um dos “muitos temas” nos quais poderia trabalhar com Sarkozy.
McCain estimou que o presidente francês “esteja comprometido” com o estabelecimento de uma “boa cooperação” com seu país.
Sobre isso, referiu-se à ameaça que – segundo ele – representa a suposta pretensão do regime de Teerã de obter a arma atômica.
Perguntado se mudaria a política no Iraque caso chegasse à Presidência, McCain disse que está “orgulhoso” da missão no Iraque e “convencido” de seu êxito, e considerou “enormes” os benefícios da vitória, mas também lembrou as perdas sofridas.
Também assegurou que está “comprometido” com o processo de paz entre israelenses e palestinos e, sobre a crise política no Líbano, referiu-se aos problemas para a estabilidade colocados pelos grupos fundamentalistas islâmicos, que recebem o apoio do Irã.
A viagem internacional do pré-candidato republicano passou por Iraque, Jerusalém e Londres, e teve escala hoje em Paris. Antes de sua reunião de quase uma hora com Sarkozy, foi recebido pelo primeiro-ministro francês, François Fillon.
Sobre os recentes distúrbios no Tibete e a repressão policial, McCain considerou que “não é correto” o tratamento dado pelas autoridades chinesas.
“É preciso respeitar os direitos humanos”, afirmou, antes de manifestar sua esperança de que os responsáveis chineses busquem “uma resolução pacífica” para a crise.
Sarkozy e McCain não abordaram a questão de uma possível integração da França na estrutura militar da Otan, mas discutiram os desafios colocados pela mudança climática, e o senador republicano americano reiterou sua postura a favor de “um acordo global que inclua Índia e China”.