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Brasil

Marina Silva defende agricultura orgânica contra fome e mudanças climáticas

Durante congresso em Campinas, a ministra destacou benefícios ambientais e sociais da produção orgânica.

Redação Jornal de Brasília

20/03/2026 15h21

marina silva 1º congresso técnico científico de agricultura orgânica

marina silva 1º congresso técnico científico de agricultura orgânica

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, apontou a agricultura orgânica como uma das respostas para o enfrentamento da insegurança alimentar e das mudanças climáticas. A declaração ocorreu durante a abertura do 1º Congresso Técnico-Científico de Agricultura Orgânica, na terça-feira (17/3), no Centro de Convenções da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

“Sem um clima equilibrado, de que adianta a tecnologia? De que vale toda essa quantidade de terra, se ora enfrentamos secas intensas, ora chuvas insuficientes? Esses desafios só podem ser superados com o enfrentamento da mudança do clima. E vocês também fazem parte da solução, contribuindo para a construção de processos mais resilientes e para a garantia da segurança alimentar do nosso povo”, afirmou a ministra.

Marina Silva destacou que a agricultura orgânica oferece uma dupla contribuição no enfrentamento da mudança do clima, ao reduzir as emissões de gases de efeito estufa e aumentar a resiliência dos sistemas produtivos, fortalecendo a produção de alimentos em cenários adversos. “A agroecologia e a agricultura orgânica são promotoras de processos regenerativos da terra, contribuem para a preservação da biodiversidade e, ao mesmo tempo, são fundamentais para o combate às desigualdades”, pontuou.

A importância de políticas públicas para o fortalecimento do setor também foi ressaltada pela ministra. “É fundamental garantir assistência técnica, financiamento e os instrumentos necessários para que a agricultura orgânica avance e contribua cada vez mais para a saúde da terra e da população brasileira”, complementou.

O coordenador-geral da Unicamp, Fernando Coelho, reiterou: “Estamos implementando a nossa política de sustentabilidade agora. Pensar em agricultura orgânica é discutir uma perspectiva de futuro, e esse é o papel da universidade pública: conversar com a sociedade”.

O ator e produtor orgânico Marcos Palmeira destacou a importância da articulação entre os diferentes setores para impulsionar o avanço da produção orgânica no país. “É importante que todos os envolvidos com o agro no Brasil busquem pesquisas que minimizem o uso de insumos químicos. Espero que isso se popularize, com mais produtores e consumidores”, completou.

Primeiro evento do gênero no Brasil, o Congresso Técnico-Científico de Agricultura Orgânica conecta ciência, mercado e cultura para impulsionar práticas sustentáveis e inovadoras. A iniciativa reúne trabalhos científicos e técnicos produzidos por instituições de pesquisa, universidades e profissionais do setor, fortalecendo toda a cadeia produtiva, da produção à comercialização.

O encontro também promove a troca de experiências entre pesquisadores, técnicos, produtores e estudantes, além de fomentar o debate sobre tendências e desafios para o futuro da agricultura orgânica no país. Realizado pelo Instituto Brasil Orgânico (IBO) e promovido pela Francal, com apoio da Embrapa e participação da Faculdade de Engenharia Agrícola da Unicamp (Feagri), o evento reforça o papel da integração entre conhecimento científico, demandas do mercado e valores culturais para o avanço do setor.

Ainda em São Paulo, Marina Silva ministrou uma aula magna na Faculdade de Campinas (FACAMP) sobre a defesa do meio ambiente. O encontro reuniu estudantes, autoridades e representantes da sociedade civil e foi organizado pelo Centro Acadêmico de Relações Internacionais (CARI) Bertha Lutz.

*Com informações do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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