Menu
Brasil

Marílson quer correr na pista no Rio e a maratona em Pequim

Arquivo Geral

06/11/2006 0h00

Primeiro sul-americano a vencer a tradicional Maratona de Nova York, o brasiliense Marílson Gomes dos Santos tem metas bem estabelecidas para os próximos dois anos. Bicampeão da Corrida Internacional de São Silvestre (2003 e 05), ele pretende melhorar seus resultados em pista nos Jogos Pan-americanos Rio 2007 e assim abre mão de disputar o índice para a maratona na competição. Mas, para os Jogos Olímpicos de Pequim/2008, ele inverte o foco e estará na briga pela vaga na longa distância.

"O plano é disputar a maratona olímpica em 2008 e seguimos um planejamento que começou em 2004", explica o técnico do fundista, Adauto Domingues. A programação prevê a redução nos tempos de pista do corredor para brigar pelas medalhas pan-americanas – Marílson foi prata nos 10.000m e bronze nos 5.000m em Santo Domingo-2003.

"A idéia é melhorar os resultados de pista para o Pan, mas em 2008 disputar a maratona. A diferença nos tempos dele para os africanos na pista ainda é muito grande, mas na maratona não e é até possível ganhar uma medalha", arrisca Adauto.

Treinador de Marílson há 15 anos, desde que o atleta veio para São Paulo aos 14 anos, o bicampeão pan-americano nos 3.000m ressalta que a evolução técnica do pupilo, bem como seus resultados recentes, não são uma surpresa. No último domingo, ele conquistou o título da maratona novaiorquina com o tempo de 2h09min58, mesmo tendo corrido com um problema no pé. Na briga, enfrentou temperaturas na casa dos 17°C e superou o recordista mundial da distância e campeão da prova na temporada passada, o queniano Paul Tergat e outros nomes de peso.

"Já tinhamos planejado desde o começo do ano que no segundo semestre ele disputaria uma maratona. Em março escolhemos Nova York porque, apesar do frio e do percurso difícil, seria um confronto direto com os melhores do mundo. Sabíamos que com 2h09 ele poderia até vencer e isso não chegou a ser uma surpresa. Mas claro que é sempre surpreendente derrotar um campeão olímpico", avalia Adauto.

Na opinião do treinador, os progressos de Marílson refletem a determinação e o empenho do corredor. "Às vezes você planeja coisas com um atleta, mas não dá certo. Com Marílson é exatamente o oposto. Ele facilita muito para o treinador porque é muito determinado e disciplinado".

Apesar dos bons resultados, Adauto acha importante manter a migração para a prova que exige mais resistência dos corredores dentro do planejamento feito para a carreira do atleta. "Ele tem características físicas de maratonista, mas por mais que tenha talento para isso é como um bom piloto de carros. Nenhum começa pela Fórmula 1. Esta foi a quinta maratona dele, ainda falta experiência, mas ele está evoluindo muito bem".

A busca pelo índice para os Jogos Olímpicos começa no segundo semestre do próximo ano. De acordo com Adauto, Marílson pode tentar a marca nas maratonas de Chicago e Berlim.

< !-- /hotwords -- >

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado