Para conseguir superar os tradicionais quenianos, imagina-se que o atual campeão da Corrida de São Silvestre tenha se dedicado meses e meses, certo? A dedicação ocorreu, mas não foi somente com ela que o brasileiro chegou em primeiro lugar. “Não treinei o suficiente para vencer a maratona”, reconheceu Marílson, através de um intérprete, na coletiva de imprensa após a maratona. “Para vencer a maratona, você precisa ter coragem. E eu tive”, completou ele.
A vitória não o surpreendeu, uma vez que ele pretendia chegar ao pódio e já tinha uma estratégia bem definida. “Forcei o ritmo para ter menos gente comigo no pelotão de elite. Enquanto eu forçava, eles iam ficando para trás”, explicou.
Ao final, ele mostrou-se bastante emocionado. “Em 20 anos como profissional de provas de resistência, mesmo nos melhores dias, a gente não consegue se sentir como eu me sinto neste momento”, garantiu Marílson.
Terceiro colocado na prova, o queniano Paul Tergat admitiu que pode ter subestimado o brasileiro. “O cara estava bastante motivado. Quando tentei alcança-lo no final, já era tarde”, lamentou.
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