Quando as atletas do pelotão de elite largarem para a versão feminina da São Silvestre neste domingo, às 15h15, grande parte das corredoras estarão de olho em um nome: Márcia Narloch.
Depois de dois vice-campeonatos na tradicional prova do final do ano, Márcia vem cheia de vontade para tentar um dos poucos títulos que faltam em sua vitoriosa carreira. Segundo ela, 2006 pode deixar para trás os dois últimos anos para ser, enfim, sua vez de se consagrar na Avenida Paulista.
“Foram dois anos em que a prova esteve bastante forte. Tentei de tudo e não veio este título, mas acho que agora, de repente, chegou a hora. Determinação, raça e otimismo não vão faltar no dia”, diz a atleta, que garante que “não foi falta de treinamento e preparação” que lhe tiraram as chances em 2001 e 2003.
Para não decepcionar, o treinamento e a preparação citados pela catarinense ficam a cargo de seu técnico, Jorge de Augustinis Oliveira, o Filé. É pelo trabalho e na confiança depositados no treinador que Márcia projeta um bom desempenho.
“Acho que o importante é você acreditar no trabalho do técnico. É um trabalho em conjunto; nem só meu, nem só dele”, diz ela, que vai além. “Por trás de nós dois, há outras pessoas por trás que possibilitam manter essa regularidade”, completou Márcia, sem citar nomes.