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Brasil

Manifestantes em SP exigem soltura de Maduro após suposta invasão dos EUA à Venezuela

Sindicatos e movimentos sociais protestam em frente ao Consulado dos EUA em São Paulo pela libertação do presidente venezuelano.

Redação Jornal de Brasília

05/01/2026 22h13

cracolandia

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Sindicatos e movimentos sociais realizaram uma manifestação na tarde desta segunda-feira (5) em São Paulo, em frente ao Consulado dos Estados Unidos, para exigir a libertação imediata de Nicolás Maduro. O ato surge em resposta a um suposto ataque de grande escala lançado pelos Estados Unidos contra a Venezuela no sábado (3), que resultou na detenção de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

Participantes, incluindo representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE), da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), defenderam a autonomia da Venezuela e condenaram a ingerência imperialista. A estudante Bianca Mondeja, da UNE, destacou a solidariedade ao povo venezuelano e a necessidade de autodeterminação. A professora Luana Bife, da CUT, criticou a ação dos EUA como uma ingerência que desestabiliza o país social e economicamente. Gilmar Mauro, do MST, enfatizou a ameaça à soberania continental e a exigência de soltura de Maduro, mencionando a presença de cerca de 60 membros do movimento na Venezuela e uma retomada de mobilizações populares por lá.

Durante audiência de custódia no Tribunal Federal do Distrito Sul de Manhattan, em Nova York, Maduro refutou acusações de narcoterrorismo e tráfico de drogas, declarando-se um ‘prisioneiro de guerra’ e um ‘homem decente’. Horas após o incidente, o presidente Donald Trump anunciou que os EUA governariam a Venezuela até a conclusão de uma transição de poder.

No Conselho de Segurança das Nações Unidas, que se reuniu em sessão de emergência nesta segunda-feira, representantes da China e da Rússia condenaram veementemente o ataque e pediram a libertação imediata de Maduro e sua esposa. Os Estados Unidos negaram qualquer guerra ou ocupação, com o embaixador Michael Waltz afirmando que a ação teve caráter jurídico, não militar. O embaixador brasileiro Sérgio França Danese alertou que a paz na América do Sul está em risco.

Na Venezuela, Delcy Rodríguez, ex-vice-presidente, assumiu a presidência interina nesta segunda-feira, tornando-se a primeira mulher a liderar o Executivo no país. Indicada pelo Supremo Tribunal para um mandato renovável de 90 dias, ela foi reconhecida pelo Exército e pela Assembleia Nacional. Rodríguez exigiu a libertação imediata de Maduro, a quem chamou de ‘o único presidente da Venezuela’, e condenou a operação militar dos Estados Unidos.

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