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Brasil

Mãe de PM morta chama tenente-coronel preso de monstro

“Aliviada só de ver esse monstro preso”, disse. “Para mim, ele sempre foi um monstro”, afirmou a mãe da policial militar Gisele Alves

Redação Jornal de Brasília

20/03/2026 18h49

esposa de tenente coronel da pm é encontrada morta

PM Gisele Alves Santana. Foto: Reprodução

FOLHAPRESS

A mãe da policial militar Gisele Alves Santana afirmou estar aliviada com a prisão do genro, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar a esposa. Em entrevista à TV Globo, exibida nesta sexta-feira (20), ela disse que o considera um “monstro”.

“Aliviada só de ver esse monstro preso”, disse. “Para mim, ele sempre foi um monstro”, afirmou Marinalva Alves à reportagem.

O oficial é investigado pela morte da soldado de 32 anos, encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde o casal vivia, na região central de São Paulo. O caso, inicialmente tratado como suicídio, passou a ser apurado como feminicídio ao longo da investigação.

Geraldo Neto, 56, foi preso na quarta-feira (18) sob suspeita de feminicídio, fraude processual e violência doméstica. Laudos da Polícia Técnico-Científica apontam que ele teria dado um tiro na cabeça da esposa.

Laudos dos exames feitos no corpo da vítima fizeram com que os investigadores chegassem à conclusão de que Gisele foi abordada por trás pelo agressor, que segurou com força sua boca e mandíbula com a mão esquerda e disparou a pistola com a direita. A arma era do tenente-coronel.

O tenente-coronel afirmou em depoimentos que Gisele cometeu suicídio na sala do apartamento enquanto ele estava tomando banho. Foram encontrados vestígios de sangue no box, no piso, em paredes e em torneiras do banheiro, assim como em roupas do tenente-coronel e em uma toalha.

Segundo o Ministério Público, essas provas estão “em frontal contradição com a versão de que [Neto] não teve contato com o sangue nem manipulou a cena”.

A defesa dele disse que a prisão determinada pela Justiça Militar foi ilegal.

Na entrevista, a mãe disse que nunca acreditou na versão apresentada pelo genro. “Desde o começo eu sabia que não tinha sido suicídio”, declarou. “Minha filha não faria isso.”

Ela também cobrou justiça e afirmou que a prisão representa um primeiro passo. “Eu quero justiça pela minha filha”, disse. “Que ele pague pelo que fez.”

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