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Luta contra homofobia: ofensas e agressões vêm de onde eles menos esperam

A liberdade de ser quem é ou o apenas existir é luta árdua para cerca de 20 milhões de brasileiros que se declaram LGBTQIA+

Por Ana Clara Botovchenco Mendoza e Geovana Oliveira/Agência UniCEUB

“Liberdade é pouco. O que desejo para mim não tem nome”. A frase escrita por Clarice Lispector no livro Perto do Coração Selvagem, em 1977, faz todo sentido para quem vive o ano de 2020 pertencendo à comunidade LGBTQI+. A liberdade de ser quem é ou o apenas existir é luta árdua para cerca de 20 milhões de brasileiros que se declaram parte dessa sigla. Para se ter uma ideia, segundo relatório divulgado pelo Grupo Gay da Bahia, no ano de 2019, a cada 26 horas, uma pessoa LGBTQI+ foi morta no Brasil pelo simples fato de ser parte de alguma letrinha.

Com a inspiração dos versos da escritora Clarice Lispector, reunimos histórias de jovens que fazem parte da comunidade LGBTQI+, moram no Distrito Federal e buscam por essa tal liberdade, que ainda é pouca, que ainda não tem nome. A autora também escreveu sobre o assunto em livros e contos. Nos dias de hoje, vemos grupos de minorias lutando por esse direito tão básico e simples. Ou que, pelo menos, deveria ser.

Mudamos o nome dos entrevistados para preservar a identidade deles em sigilo.

“Você pode amar o pecador, mas jamais o pecado”

Luiz nasceu em Salvador (BA) e viveu lá até os nove anos. Desde pequeno era chamado de ‘criança viada’ por pessoas ao seu redor. “Ainda muito cedo já apontavam isso em mim, por conta de trejeitos e posturas. Isso também faz parte de uma construção da sociedade, sobre as posturas adequadas para meninos e meninas.” Ele conta que sua mãe é evangélica e que, por isso, sempre o repreendeu. “Lembro muito bem que quando era criança eu tinha uma boneca que gostava muito. Andava com ela pra cima e pra baixo. E, obviamente, isso chamava atenção, fazia com que as pessoas falassem muito. No final das contas, a minha mãe tirou minha boneca de mim.”

Ainda sim, Luiz sempre foi extrovertido e “livre”. Tudo mudou quando chegou em Brasília, no ano de 2006. “Na escola, eu sofri muito bullying, muito mesmo. Um bullying que era a mistura de racismo, gordofobia e homofobia, tudo junto, sabe? E aí, ao passo que isso foi acontecendo, eu fui murchando. Eu fui tentando me tornar cada vez mais uma pessoa invisível”. Ele relembra que sequer andava com tranquilidade nos intervalos das aulas, com medo de ser alvo de piada. “ Para se ter uma noção, diziam que eu andava rebolando e, por isso, eu andava colado na parede da escola, me arrastando. Isso foi minando muito minha autoestima. Tanto que eu mal gostava de sair, ficava trancada no meu quarto, praticamente o dia inteiro e o medo era constante.” Ele não entendia o motivo de tanto ódio.

No ensino médio, Luiz tinha uma noção de quem era, mas, ao mesmo tempo, não estava pronto para travar uma batalha por sua liberdade. “Na época quase não se via pessoas LGBTQI+ assumidas, e, aquelas que eram assumidas sofriam bastante. Mesmo tendo noção de quem eu era, eu não podia sair do armário, pois tudo é muito perverso. As pessoas eram muito maldosas.”

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Sem amarras

Ele não estava pronto. Alguém está? “Você não vai querer isso para você, por mais que você seja”, lembra Luiz. Na faculdade, Luiz começou a sentir um pouco mais o gosto da liberdade.“Eu passei o primeiro ano inteiro, confrontando essa questão. Fiz muitas amizades com pessoas que podiam ser quem eram tranquilamente e, aos poucos, fui me libertando de muitas amarras. Passei a me entender como homem gay e a me aceitar”.

Luiz conta que o embate interno foi muito difícil, pois não conseguia se aceitar. “Eu ficava pensando em todas as consequências. O meu maior medo antes de sair do armário era justamente sair do armário. Eu perderia admiração? Perderia amizades? Perderia relações que foram construídas ao longo de anos? Sobretudo: a minha mãe, o que que vai achar? Como é que vai me tratar, né?”.

Agressões e “moral”

A mãe dele, assim como muitas outras, imaginava o futuro do filho com casamento, esposa e filhos. “Eu já estava um pouco bravo por toda essa idealização com relação a minha vida, e despretensiosamente, falei que não necessariamente eu queria uma mulher. Ela falou muitas besteiras, várias coisas com base nos ensinamentos bíblicos, na moral cristã.

Eu já tinha escutado a frase: ‘Você pode amar o pecador, mas jamais o pecado’, mas nunca havia sentido na pele. Parecia que meu coração ia sair da boca, porque eu tava assim em um estado tenso, muito tenso”. Luiz explica que, com o passar do tempo, o clima ficou mais tranquilo, porém não perfeito. “Mas até hoje, nós nunca sentamos para conversar de uma forma muito sincera e eu sinto que o grande impasse disso tudo talvez seja com relação às crenças. Eu sinto que, até hoje, a minha mãe não aceita. Ela respeita, mas aceitar, não.”

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A liberdade de ir e vir também é suprimida. “Já aconteceu de pessoas desconhecidas simplesmente me chamarem de ‘viadinho’, de ‘baitola’, e de ‘bicha’, no meio da rua. As pessoas têm medo de mim, por eu ser um homem negro e por isso nunca partiram para a violência fisica. Porém eu tenho mais medo delas”. Luiz também sente medo em relação ao mercado de trabalho.

“É um empecilho para muitas pessoas LGBTQI+. Porque a gente sabe que hoje algumas empresas estão começando a se abrir mais para isso, inclusive com com projetos e campanhas internas buscando ter mais pessoas da comunidade. Mas o preconceito ainda impera, não é como se ele deixasse de existir de uma hora para outra”. Ele acredita que, em determinados momentos, precisará se camuflar, ser discreto. “E essa sensação de que não conseguir ser totalmente sincero com relação a sua sexualidade nos espaços que você está, é sufocante.”

“Eu fui tirado do armário em 2016. É uma coisa que eu não desejo pra ninguém”

Henrique recorda que, desde muito novo, já se via “diferente”. “Eu gostava de atividades e conteúdos que são considerados ‘de menina’. As coisas ‘de menino’ eram impostas a mim. Mas desde cedo, eu me aceitei. Nem todo mundo é hétero, e está tudo bem, não tem problema com isso”. Para quem faz parte da comunidade LGBTQI+, não basta a auto aceitação, pois a sociedade ceifa a liberdade diariamente. No caso de Henrique, o momento mais delicado foi quando a família descobriu sobre sua sexualidade, aos 16 anos. “Eu me assumi em 2016. Na verdade, eu fui tirado do armário. É uma coisa que eu não desejo pra ninguém. Foi muito difícil, tanto pra mim quanto para os meus pais. Foram muitas complicações, muitas brigas.”

Hoje, cinco anos depois, a situação é outra, mas ainda há um longo caminho para a completa liberdade dentro de casa “Ela não está perfeita e não está como seria se eu fosse hétero. A minha família não aceita tanto. Então, desde que a gente não comente sobre esse assunto, aqui dentro da minha família, estará tudo tranquilo”. Mesmo assim, sempre bateu de frente. “Sempre tentei mostrar minha voz em situações de desconforto, de injustiça, tanto em relação a mim, quanto em relação a outras pessoas. Mas temos sempre que lembrar que estamos em uma posição fragilizada. ”

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“Diversos comentários ofensivos, que eu nunca escutei na rua, escutei dentro de casa”

No caso de Márcia, a sexualidade nunca foi questionada por ninguém, nem por ela mesma. Isso mudou quando conheceu uma menina de São Paulo. Essa foi sua epifania. “No início era apenas amizade. Com o passar do tempo as conversas se intensificaram, e percebi que o que eu sentia ia além disso. Eu nunca tinha tido nenhum relacionamento com outra mulher. Então, para mim, foi algo muito novo, mas não tive medo ou receio. Eu só ficava muito pensativa, ‘caramba, eu gosto mesmo dela’.” A partir daí, o interesse de Márcia por meninas despertou. “Eu vi que era o que eu gostava, que era diferente, que eu nunca tinha sentido”. Juntamente com a descoberta, os questionamentos e os medos surgiram “Eu só ficava pensando ‘como meus pais vão reagir?’. Nem pensava nas outras pessoas, eu só pensava realmente nos meus pais.”

Certo dia, a mãe perguntou se ela estava se relacionando com mulheres. Márcia, então, viu a oportunidade de se abrir. “Foi bastante negativo, totalmente o contrário do que eu esperava. Minha mãe nunca demonstrou ser preconceituosa com outras pessoas, mas foi comigo. Diversos comentários ofensivos, que eu nunca escutei na rua, escutei dentro de casa e escuto até hoje, há mais de um ano. Eu sei que é difícil aceitar, os pais também podem precisar de um tempo. O que eu sempre pedi foi o respeito. Acho que é necessário de qualquer pessoa.”

Como um respiro, o pai reagiu um pouco melhor. “Eu tinha mais medo da reação do meu pai. Antes de saber sobre mim, ele já chegou a fazer alguns comentários preconceituosos e eu sempre corrigia, sempre falava que aquilo não era certo. E aí no momento que eu me assumi para ele, foi totalmente diferente do que eu esperava, foi tudo bem.” Segundo ela, o pai está começando a aceitar melhor o namoro e a namorada, chegando até a fazer brincadeiras com as duas. “Pequenas coisas fazem uma diferença gigantesca para quem não tem o apoio dos pais, né? Hoje, ver meu pai fazendo brincadeiras ou comentários respeitosos sobre o meu namoro é assim um avanço gigantesco. Eu fico muito feliz.”

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“Será que eu tenho que me esconder para não acontecer nada? ”

Augusto sempre soube que não era hétero. “Eu costumava ter uma paixãozinha por uns meninos da minha turma. Mas era tranquilo para mim. Eu nunca tive um questionamento em que eu me culpasse, em que eu me sentisse mal por ser quem eu era.” Porém, durante a puberdade, tudo se complica. “As pessoas dos colégios em que eu estudava percebiam que era um pouco mais afeminado. Então, óbvio que elas comentavam. Por exemplo, já aconteceu de um menino fazer um texto em que eu era personagem principal e eu me matava no final, por ser gay”. O jovem lembra que se sentia protegido pela rede de amigos, mas não pela instituição de ensino. “Nunca pude contar com o apoio do colégio, com o apoio de professor. Era visível que me zoavam pela minha sexualidade, mas como não me batiam, acho que eles não se importavam muito.”

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Ainda na escola, um dos momentos mais difíceis para Augusto foi no segundo ano do ensino médio. “O coordenador do colégio me viu beijar meu namorado na boca. Todos os casais héteros podiam se beijar, mas a gente não. Esse coordenador ameaçou chamar nossos pais, e me chamou umas três vezes para sala dele para me ameaçar”. Entretanto, até agora, o maior desafio na trajetória de Augusto foi “sair do armário”. “Na verdade, não fui eu que me assumi. Minha mãe que me viu beijar o meu namorado. O meu pai sempre desconfiou, e quando isso aconteceu ele aceitou tranquilamente. Mas a minha mãe foi completamente diferente, ela ficou mal, ela entrou em depressão, ficou completamente alterada”.

Ele lembra que, dos 16 aos 18 anos, viveu um péssimo relacionamento com sua mãe. “Eu não queria ter contato com ela, então evitava ao máximo falar sobre o que eu sentia. Porque eu percebia que ela queria muito me podar. Então eu pensei: ‘não quero me abrir mesmo, não quero que ela saiba’”. Segundo o jovem, o clima melhorou o suficiente para se ter uma boa relação, e partiu de sua mãe a iniciativa de aprender a lidar com sua sexualidade.

Augusto, que está na faculdade, ao pensar no seu futuro, se questiona: “como agir se, por exemplo, no trabalhar as pessoas que convivem comigo são homofóbicas? Isso é uma coisa que me preocupa. Será que eu tenho que me esconder pra não acontecer nada? Será que eu não preciso esconder? Será que se eu não me esconder eu vou ser tratado da mesma forma?”

“Pra gente é muito complicado poder segurar na mão uma da outra. Se a gente fizer, estamos sujeitas a levar uma surra na rua”

Para Renata, a sexualidade começou a ser um assunto aos 13 anos, quando dava selinho de brincadeira em suas amigas. Por mais que parecesse bom, a jovem entrava em um dilema: “isso foi bom, mas todo mundo fala que é errado”. Por isso, acabava se reprimindo. Ela conta que chegou a se relacionar com meninos, mas nunca se sentiu confortável com a situação. “Eu fiquei uma boa parte do tempo me forçando a ter relações heterossexuais. Sempre fui induzida a achar que gostar de meninas era errado. Então eu acabava reproduzindo para reforçar que eu era hétero a qualquer custo, para que ninguém soubesse que eu já tinha beijado uma menina”, lembrou.

Sua epifania em relação à sexualidade só veio quando, com 15 anos, teve o primeiro relacionamento amoroso com uma menina. Porém, apenas um ano depois de se descobrir lésbica, foi forçada a sair do armário. “As pessoas da igreja que eu frequentava contaram para os meus pais. E foi horrível porque eles são conservadores, não aceitaram. Foi uma experiência muito traumática, de chegar a ter violência verbal e física até certo ponto. Eu ainda estava em uma fase de aceitação minha, de descoberta minha, e tive que assumir uma responsabilidade muito grande de uma vez, uma postura de adulta muito rápido”. Quando os pais descobriram a sexualidade dela, a deixaram sem telefone e sem poder sair de casa, para evitar que ela se encontrasse com a namorada. Mesmo com o passar do tempo, os pais da jovem ainda não a aceitam. “Eles têm uma postura mais respeitosa, de não ficar falando coisas pra me ferir, mas também não existe uma conversa. Eles simplesmente fingem que não existe.”

Viviane, namorada de Renata, conta que a descoberta também não foi fácil. Mesmo que desde pequena não gostasse de coisas consideradas “de menina” pela sociedade, ela sempre acreditou ser heterossexual. “Na adolescência, tudo foi ficando um pouco confuso, porque eu não sabia o que eu sentia. E quando os meus amigos falavam que eu era lésbica, eu ficava brava. Eu até perpetuava falas e comportamentos preconceituosos, para mostrar pras pessoas que eu era hétero. Coisa de que eu não me orgulho nem um pouco”, lembra.

Foi aos 19 anos, quando conheceu a atual namorada, que a jovem começou a entender sua sexualidade. Ou melhor, a sua bissexualidade. “E agora com 20 anos é que eu tenho certeza da minha orientação sexual. E eu consegui aceitar bem, porque eu tava junto dela. Ela me ajudou bastante a entender o que eu realmente era. Mesmo namorando só meninas, eu não sou lésbica, eu sou bissexual”. Assim como sua namorada, Viviane não teve a oportunidade de contar para seus pais sobre sua sexualidade. “Eles respeitam, mas eles ainda não conseguem tratar com algo normal. Ainda mais porque a descoberta do namoro foi meio forçada, porque outra pessoa contou no meu lugar. Não consegui contar no meu tempo. Do mesmo modo que a gente tem o nosso tempo de aceitação individual, os pais e a família também tem o tempo deles e a gente tem que respeitar.”

Mesmo com os avanços de direitos da comunidade LGBTQI+, o casal ainda sentem muito medo. No caso de Renata, é ainda mais sério, pois ela já vivenciou situações agressivas. “Eu estava com a minha ex-namorada e uma pessoa veio pra cima da gente e falou coisas horríveis, queria bater na gente. E o pior: as pessoas que estavam em volta não fizeram absolutamente nada. Então o que restou foi correr e correr como se não houvesse amanhã. Ainda é extremamente difícil conseguir andar na rua em paz. Para gente é muito complicado poder segurar na mão uma da outra, ou dar selinho, que é uma coisa que todo casal hétero faz. Se a gente fizer, estamos sujeitas a levar uma surra na rua, sabe?”.

“Como é que se explica que o meu maior medo seja exatamente em relação a ser? No entanto não há outro caminho” – A paixão Segundo G.H (1964)

Para quem já precisa buscar diariamente a aceitação do mundo inteiro, a batalha para aceitar a si mesmo pode ser ainda maior. “Pois, além de ter que entender o mundo, terá que entender a si mesmo. Na maioria das vezes, ela será diferente das pessoas ao redor. E, a nossa percepção é constituída a partir da visualização de padrões, a pessoa tentará seguir esse padrão”, diz a psicóloga Kelly Gennari. A especialista explica que quando não ocorre essa autoaceitação, fere a condição de existência e acaba gerando conflitos cognitivos.“Eu costumo brincar que nós não temos outra opção pois passaremos muito tempo com nós mesmos. Sem aceitação é péssimo, porque provavelmente vai influenciar em todos os outros aspectos da sua vida.”

Para alcançar a tão sonhada liberdade, após a aceitação própria, é instintiva a busca de aceitação das pessoas próximas. Kelly aponta que um dos primeiros degraus nessa longa jornada, envolve as relações afetivas. “Nós temos uma ‘outro-estima’ antes mesmo da nossa ‘auto-estima’, nós somos muito condicionados ao outro, e mesmo após se aceitar, viver em um ambiente com hostilidades, é péssimo. Até porque não é uma escolha nossa.” Não se pode fugir de si mesmo, não há escolha.

Busca de apoio

Além disso, a psicóloga orienta que para apoiar e/ou auxiliar alguém que tenha sofrido alguma forma de violência LGBTfóbica, após tomadas as devidas medidas judiciais, devemos ter empatia. “Com a empatia, nós estaremos legitimando o que o outro sente. Não questione a dor, nem tente diminuí-la. Frases como ‘se acalma’, ‘fique bem’, ‘é assim mesmo’ e ‘é a vida’ são o óbvio. No momento da dor, a vítima não quer ouvir o óbvio. Esse apoio parte do olhar, da atenção, mostre-se disponível. Solicite que a pessoa se sente, para se acalmar, ofereça água e, principalmente, escute o que a vítima tem a dizer”, aconselha a especialista.

A quem recorrer

No Distrito Federal, a Secretaria de Justiça orienta a população LGBTQI+ a em caso de agressão por motivação LGBTfóbica, a denúncia seja feita de forma presencial na Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual ou contra Pessoa Idosa ou com Deficiência (DECRIN). Ela fica localizada no Departamento de Polícia Especializada (DPE) – Complexo da Polícia Civil e ao lado do Parque da Cidade, e funciona de segunda a sexta-feira, de 12h às 19h.

Caso necessário, a denúncia também pode ser formalizada de forma anônima pelo telefone 197 ou pelo site delegaciaeletronica.pcdf.df.gov.br. Além disso, existe um número nacional de denúncias de violações de direitos humanos. O Disque 100 é um serviço da Secretaria Nacional de Direitos Humanos que funciona 24h em todos os dias do ano.

Supervisão de Luiz Claudio Ferreira






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