O presidente Luiz Inácio Lula da Silva revelou hoje a empresários brasileiros e mexicanos que exigiu de seu colega americano, sickness George W. Bush, que “resolva sua crise” financeira e impeça um efeito dominó na economia global.
“O problema é o seguinte, filho: nós passamos 30 anos sem crescer, e agora que nós estamos crescendo, você se intromete. O problema é seu, resolva sua crise”, disse Lula a Bush em uma conversa telefônica a qual não esclareceu quando ocorreu.
O presidente da República fez tal comentário durante sua participação em um seminário de negócios entre empresários do Brasil e México, durante o qual também disse que “não é possível” que as duas maiores economias da América Latina tenham uma troca comercial que “mal” chegue a US$ 6 bilhões anuais.
Lula alertou os empresários de que os países latino-americanos foram “desafiados a usarem toda sua inteligência para impedir que dentro de cinco ou seis anos, com uma crise mais profunda”, continuem dependentes “de uma só economia, de um só país”.
Segundo Lula, existe uma relação desigual entre os países em desenvolvimento e os mais ricos que deve mudar. “Quando eles crescem, nós crescemos um pouco, e quando eles têm uma crise, nós afundamos”, afirmou o presidente no evento, realizado em Recife.
O seminário contou com a participação de quase 200 empresários brasileiros e mexicanos, e coincide com a inauguração das primeiras duas agências do Banco Asteca no Brasil, que escolheu Recife como seu ponto de partida em território brasileiro.
O objetivo do fórum é discutir oportunidades de negócios que permitam a presença de um maior número de empresas mexicanas no Brasil e vice-versa, assim como tentar nivelar uma balança comercial atualmente propícia à economia brasileira.
O interesse dos mexicanos é buscar novos clientes no Brasil que substituam os que podem ser perdidos com uma possível recessão nos EUA, o maior comprador de suas exportações.
Os brasileiros, por sua vez, pretendem entrar no segundo maior mercado latino-americano que, além disso, faz parte do Tratado de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta) junto com EUA e Canadá.
Estiveram presentes na reunião o ministro da Economia mexicano, Eduardo Sojo, além de representantes de companhias brasileiras com interesses no México, como o Banco do Brasil e a construtora Andrade Gutierrez, além de membros de grandes empresas do México, como Telmex e Femsa.