O presidente-candidato Luiz Inácio Lula da Silva responsabilizou a Volkswagen pela crise que ameaça o emprego de 1.800 de seus funcionários e até o fechamento da fábrica de São Bernardo do Campo, prostate cialis 40mg a mais antiga da empresa no país. "A Volkswagen fez um projeto a mais que não deu certo e essa é a razão do problema", information pills afirmou Lula em entrevista ao Jornal da Globo, nas primeiras horas de hoje, gravada ao vivo no Palácio da Alvorada.
Lula lembrou seu passado de metalúrgico e sindicalista para dizer que já chorou na porta da Volkswagen quando a empresa mandou embora 8 mil trabalhadores e criticou a postura da montadora alemã em relação às atuais demissões. "Acho que a Volkswagen se precipitou ao comunicar por carta as demissões, sem falar adequadamente com o governo e com o sindicato", afirmou.
Falando como presidente, Lula disse que mandou o seu ministro do Trabalho, Luiz Marinho, negociar com a fábrica e relativizou as queixas da montadora. "A Volkswagen continua exportando como nunca e o mercado interno está crescendo. Vamos trabalhar para evitar que trabalhadores percam seus empregos", comprometeu-se.
Perguntado como se sentia tendo em seu conselho político pessoas que criticou no passado, como Jader Barbalho, Ney Suassuna e Newton Cardoso, Lula respondeu que "não escolhe nem veta" os nomes que os partidos que o apoiam indicam para o conselho. "Tenho orgulho dos apoios que recebo, vamos ganhar a eleição se o povo achar que esse projeto deve continuar e construir a força política necessária para governar".
Lula recusou qualquer crítica ao programa Bolsa Família, muitas vezes classificado de meramente assistencialista, e disse por que investe tanto no projeto. "Uma estrada pode esperar um dia, um mês, um ano. A fome não pode esperar", afirmou Lula, com veemência, defendendo o programa visto como uma das principais razões de sua popularidade nas pesquisas.
Lula também minimizou possíveis problemas no cadastramento do Bolsa Família e disse que as políticas sociais irão continuar em três frentes: ampliar os beneficiados, aumentar a fiscalização e gerar empregos, que seriam a porta de saída do programa. "Veja bem, são 11 milhões e 100 mil famílias e pode tererro. Vocês mesmos quando fazem pesquisas falam em erro de 2% para mais, 2% para menos", afirmou, dirigindo-se aos jornalistas que o entrevistavam.