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Brasil

Lula recebe presidente da Nicarágua para reunião bilateral

Arquivo Geral

28/07/2010 14h07

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu hoje em Brasília o líder da Nicarágua, Daniel Ortega, para uma reunião pautada por temas bilaterais e latino-americanos.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, entre os assuntos que serão tratados por Lula e Ortega figuram a situação em Honduras e a possível retomada de negociações para um acordo de comércio entre Mercosul e o Sistema de Integração Centro-Americana (Sica).

As negociações para o acordo ocorrem desde 2004, mas ele ainda não saiu do papel por causa das reiteradas manifestações políticas entre Mercosul – Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai – e Sica – Belize, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Panamá, Honduras e Nicarágua.

Fontes oficiais também disseram que Lula e Ortega discutirão as tensões entre Venezuela e Colômbia e o processo de construção da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac).

Além desses conflitos regionais, os governantes avaliarão o andamento de diversos programas por meio dos quais o Brasil coopera com a Nicarágua nas áreas de agricultura, casas populares, saúde, educação, energia e combate à fome.

O programa oficial da visita, divulgado pelo Itamaraty, não inclui espaços para declarações públicas e só cita uma reunião privada, seguida de um almoço oferecido por Lula a Ortega e o resto da delegação nicaraguense.

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    Lula recebe presidente da Nicarágua para reunião bilateral

    Arquivo Geral

    27/07/2010 12h45

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberá amanhã o líder nicaraguense, Daniel Ortega, para discutir diversos assuntos bilaterais, assim como o conflito entre Colômbia e Venezuela e a situação política de Honduras.

    A visita de amanhã será a primeira de Ortega ao Brasil desde que assumiu o poder e tem como objetivo reforçar os laços políticos, econômicos e comerciais, bem como a cooperação na área de energia e biocombustíveis.

    O líder nicaraguense havia previsto visitar Brasília em 14 de março de 2007, três meses após assumir a Presidência, mas suspendeu sua viagem em cima da hora devido a um problema técnico num avião que o Governo venezuelano tinha emprestado para se deslocar.

    Para o encontro de amanhã, fontes oficiais disseram à Agência Efe que Lula e Ortega discutirão uma “agenda aberta”. Segundo elas, no âmbito político, a reunião se centrará no conflito diplomático entre Venezuela e Colômbia e a situação de Honduras, cujo novo Governo ainda não foi reconhecido nem pelo Brasil nem pela Nicarágua.

    Tanto Lula quanto Ortega sustentam que ainda “não há condições” para reconhecer o Governo hondurenho de Porfirio Lobo, quem em novembro ganhou as eleições convocadas após o golpe de Estado que destituiu, em junho do ano passado, o então líder Manuel Zelaya.

    Brasil e Nicarágua concordam que, para ser reconhecido, o Governo Lobo deve avançar em um “processo de reconciliação nacional” e, sobretudo, gerar as “condições necessárias” para o retorno do ex-presidente Zelaya a Honduras.

    Em relação à ruptura de relações com a Colômbia decidida nesta semana pela Venezuela, Daniel Ortega manifestou sua “solidariedade” ao Executivo de Hugo Chávez e acusou o Governo Álvaro Uribe de tentar “provocar um conflito” antes de entregar o poder ao presidente eleito colombiano, Juan Manuel Santos, no próximo dia 7.

    Já neste ponto, o Brasil foi mais moderado, lamentando a ruptura de relações entre Caracas e Bogotá e manifestou sua vontade de contribuir para a recuperação do “diálogo”.

    Lula recebeu nesta segunda-feira o ministro de Exteriores venezuelano, Nicolás Maduro, e, segundo fontes oficiais, ratificou sua intenção de ajudar a “recuperar e construir confiança” nas relações entre Colômbia e Venezuela.

    Além desses conflitos regionais, Lula e Ortega avaliarão o andamento de diversos programas por meio dos quais Brasil coopera com Nicarágua nas áreas de agricultura, casas populares, saúde, educação, energia e combate à fome.

    No setor de energia, Brasil ofereceu à Nicarágua sua experiência e tecnologia para a produção de etanol de cana-de-açúcar – produto abundante na América Central – e também apoio ao desenvolvimento de projetos hidrelétricos.

    O mais importante é a construção da represa hidroelétrica de Tumarín, na Região Autônoma do Atlântico Sul da Nicarágua, que terá capacidade para gerar 220 megawatts e cujas obras foram licitadas a um consórcio liderado pela empresa brasileira Queiroz Galvão.

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