O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou hoje que o Brasil tenha organizado a volta do deposto Manuel Zelaya a Honduras.
“Vocês vão ter que acreditar nos golpistas ou em mim”, afirmou Lula ao ser questionado sobre os meios que levaram Zelaya de volta a Tegucigalpa.
“É preciso deixar o presidente golpista sair”, destacou o presidente minutos antes de participar do jantar inaugural do Grupo dos Vinte (G20, os países ricos e os principais emergentes).
A Chancelaria do regime golpista disse hoje em comunicado que a presença de Zelaya na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa era “um ato promovido e consentido pelo Governo brasileiro”.
Em entrevista hoje ao canal de televisão americano “PBS”, Lula disse que Zelaya “teve que parar em alguma embaixada” e “que a preocupação não deve ser em que embaixada está ou como chegou”.
Para o presidente, o importante “é que há um golpista no poder” em Honduras.
“É justo que o presidente eleito democraticamente queira voltar a seu cargo. O golpista, se quer ser presidente, que dispute as próximas eleições”, acrescentou Lula.
Na entrevista, Lula ainda avaliou positivamente a resposta do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, à crise e disse que atuou corretamente ao condenar o golpe.