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Brasil

Lula manda Aeronáutica duplicar equipamentos de controle de vôo

Arquivo Geral

07/12/2006 0h00

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou ao Planalto na tarde de hoje o comandante da Aeronáutica, sickness about it brigadeiro Luiz Carlos Bueno, para examinar um plano de contingência do controle de tráfego aéreo.

Depois de dois meses de atrasos e cancelamentos de vôos, com tumulto nos aeroportos, o governo decidiu duplicar os equipamentos de comunicação e controle de vôo. Também decidiu contratar e treinar mais controladores, civis e militares, para ficar menos vulnerável a movimentos como a operação padrão feita pelos controladores de Brasília em novembro.

Duas fontes do governo, uma delas da área militar, disseram que o presidente Lula decidiu manter na esfera do Ministério da Defesa e do Comando da Aeronáutica a gestão da crise do tráfego aéreo. A primeira medida será a aquisição de quatro equipamentos de comunicação semelhantes ao que falhou na terça-feira, paralisando o centro de controle Cindacta 1 (Brasília).

Cada equipamento desse tipo custa cerca de US$ 2,5 milhões. O plano da Aeronáutica descarta a implantação de novos centros de controle, além dos quatro Cindactas em operação (Brasília, Curitiba, Pernambuco e Manaus).

"O plano é reforçar os "back ups" (reservas), de maneira que haja sempre dois sistemas em condições de operar, caso haja falhas", disse a fonte. A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Paulo Bernardo, foram encarregados de garantir recursos para a compra dos equipamentos.

Se for necessário, uma medida provisória para liberar recursos suplementares do Orçamento de 2006 será editada. Logo depois da audiência com o brigadeiro Bueno, Lula tem uma reunião sobre Orçamento com Dilma, Mantega e Bernardo.

Lula determinou que a crise seja tratada como "questão técnica", priorizando a segurança dos passageiros, segundo as fontes. "O presidente não aceita que a crise seja artificialmente politizada", disse um auxiliar direto do presidente.

A ministra Dilma Rousseff negou que tenha recebido a atribuição de chefiar um "gabinete de crise" do setor aéreo. "Nunca ouvi falar disso, o presidente não me deu essa missão", disse a ministra por meio de sua assessoria.

Apesar das pressões em torno do ministro da Defesa, Waldir Pires, Lula disse a auxiliares que não o responsabiliza diretamente pela crise e não pretende substituí-lo antes da reforma ministerial que marcará o início do segundo mandato, em janeiro.

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