O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou hoje da cerimônia de inauguração da usina com maior capacidade de produção de biodiesel do mundo, visit this site a primeira do Brasil a utilizar gordura animal como matéria-prima para produzir o combustível alternativo.
A usina pertence ao Grupo Bertin e fica em Lins, no interior de São Paulo. Tem capacidade para produzir 110 milhões de litros de biodiesel por ano.
A produção é suficiente para atender a 13% da demanda brasileira de biodiesel a partir do próximo ano. Em 2008, entrará em vigor a lei que obriga a misturar todo o diesel mineral consumido no país com 2% de diesel de procedência vegetal ou animal.
“Aqui jaz um animal”, disse Lula ao receber um recipiente com o combustível produzido pela usina, depois de realizar uma visita às instalações.
“É o biodiesel de picanha”, acrescentou.
A nova usina, apesar de também ter capacidade para produzir biodiesel a partir de oleaginosas como a soja, utilizará a gordura das cabeças de gado abatidas pelo Frigorífico Bertin, do mesmo grupo proprietário da usina e um grande produtor de carne.
A unidade exigiu um investimento de R$ 42 milhões, sendo 30% financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A usina foi construída em uma área de 30 mil metros quadrados, gerou 200 empregos diretos e reforçará a presença do Grupo Bertin em Lins, onde já tem 11 mil empregados. Além de produzir biodiesel, a usina aproveitará a gordura animal para fazer glicerina.
“A meta é abastecer, inicialmente, o mercado interno e, depois, o externo, assim como contribuir para o avanço (do uso) das matrizes energéticas limpas e renováveis”, afirmou o diretor comercial da Bertin Biodiesel, Rogério Barros.
“A projeção é de crescimento para o mercado de biodiesel no Brasil. Além da norma que obriga a acrescentar 2% de biodiesel ao diesel normal, outra lei pode incentivar os postos de combustíveis a elevar essa percentagem para 5%”, disse o diretor.
Segundo os cálculos do Grupo Bertin, o Brasil necessitará de uma oferta de 840 milhões de litros de biodiesel por ano para satisfazer a cota de mistura de 2% e precisará de cerca de 2,1 bilhões de litros para chegar a 5%.
Além de ser o maior exportador mundial de etanol, produzido a partir da cana-de-açúcar, o Brasil tem projetos para produzir biodiesel procedente da soja, da mamona, da palma e do girassol.
Este ano, o Brasil e os Estados Unidos assinaram um acordo para promover mundialmente a produção e o consumo de biocombustíveis como uma alternativa ao petróleo. O Governo de Lula também já assinou acordos com países latino-americanos e africanos para lhes oferecer tecnologia e capacitação em projetos para produção de etanol e biodiesel.