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Brasil

Lula abre amanhã edição latino-americana do Fórum Econômico Mundial

Arquivo Geral

14/04/2009 0h00


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abrirá amanhã, sildenafil no Rio de Janeiro, sale a quarta edição latino-americana do Fórum Econômico Mundial, cujos debates se concentrarão nos efeitos da crise global na região.

O encontro, que terá cerca de 550 autoridades e líderes econômicos, políticos e acadêmicos de 37 países, vai até quinta-feira, quando será fechado em uma plenária que também contará com os presidentes da Colômbia, Álvaro Uribe, e da República Dominicana, Leonel Fernández.

As três primeiras edições tiveram como sede São Paulo (2006), Santiago do Chile (2007) e Cancún (2008).

Além dos debates sobre a forma como a América Latina está enfrentando a crise econômica global, no encontro também serão abordados os assuntos que estarão na agenda da Cúpula das Américas, que será realizada nesta semana em Trinidad e Tobago.

“Aproveitaremos que, além dos três chefes de Estado, outras autoridades e representantes de organismos internacionais também estarão na Cúpula de Trinidad e Tobago”, afirmou o mexicano Emilio Lozoya Austin, diretor do Fórum Econômico Mundial para a América Latina.

“O fórum acontece em um momento crucial para a América Latina. Após a recente Cúpula do G20 (Grupo dos Vinte, que reúne os países mais ricos e os principais emergentes) em Londres, o evento permitirá aos participantes debater como devem ser as respostas da região à crise”, acrescentou.

Segundo Lozoya, esta será a primeira vez em que o Fórum se realiza num momento em que se pensa na América Latina como parte da solução para uma crise global.

De acordo com o empresário, enquanto a previsão é de recessão nas maiores economias do mundo, alguns países latino-americanos como Colômbia, Peru e Chile ainda podem terminar o ano com crescimento.

“A região atrai a atenção dos empresários de todo o mundo por ainda ter espaço para crescer, apesar aos efeitos da crise. A participação da América Latina no investimento estrangeiro direto no mundo todo cresceu nos últimos anos de 3% para 6%”, afirmou.

Apesar admitir que a crise diminuirá a demanda internacional e reduzirá os preços das matérias-primas, afetando a região, Lozoya afirmou que o mercado da América Latina continua sendo atraente, a população está entre as mais jovens e a região ainda oferece crédito.

Participarão do Fórum Luis Alberto Moreno, presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Alicia Bárcena Ibarra, secretária executiva da Comissão Econômica das Nações Unidas para a América Latina (Cepal), e Pamela Cox, vice-presidente do Banco Mundial para a América Latina.

Também estará presente o diretor da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Javier Santisu.

A delegação brasileira será a maior, incluindo os ministros da Casa Civil, Dilma Rousseff; Desenvolvimentos Social, Patrus Ananias; Saúde, José Gomes Temporão, e Meio Ambiente, Carlos Minc; assim como o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e os governadores dos estados do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral; e Amazonas, Eduardo Braga.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso também participará, mas como representante da Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia.

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