O encontro, que terá cerca de 550 autoridades e líderes econômicos, políticos e acadêmicos de 37 países, vai até quinta-feira, quando será fechado em uma plenária que também contará com os presidentes da Colômbia, Álvaro Uribe, e da República Dominicana, Leonel Fernández.
As três primeiras edições tiveram como sede São Paulo (2006), Santiago do Chile (2007) e Cancún (2008).
Além dos debates sobre a forma como a América Latina está enfrentando a crise econômica global, no encontro também serão abordados os assuntos que estarão na agenda da Cúpula das Américas, que será realizada nesta semana em Trinidad e Tobago.
“Aproveitaremos que, além dos três chefes de Estado, outras autoridades e representantes de organismos internacionais também estarão na Cúpula de Trinidad e Tobago”, afirmou o mexicano Emilio Lozoya Austin, diretor do Fórum Econômico Mundial para a América Latina.
“O fórum acontece em um momento crucial para a América Latina. Após a recente Cúpula do G20 (Grupo dos Vinte, que reúne os países mais ricos e os principais emergentes) em Londres, o evento permitirá aos participantes debater como devem ser as respostas da região à crise”, acrescentou.
Segundo Lozoya, esta será a primeira vez em que o Fórum se realiza num momento em que se pensa na América Latina como parte da solução para uma crise global.
De acordo com o empresário, enquanto a previsão é de recessão nas maiores economias do mundo, alguns países latino-americanos como Colômbia, Peru e Chile ainda podem terminar o ano com crescimento.
“A região atrai a atenção dos empresários de todo o mundo por ainda ter espaço para crescer, apesar aos efeitos da crise. A participação da América Latina no investimento estrangeiro direto no mundo todo cresceu nos últimos anos de 3% para 6%”, afirmou.
Apesar admitir que a crise diminuirá a demanda internacional e reduzirá os preços das matérias-primas, afetando a região, Lozoya afirmou que o mercado da América Latina continua sendo atraente, a população está entre as mais jovens e a região ainda oferece crédito.
Participarão do Fórum Luis Alberto Moreno, presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Alicia Bárcena Ibarra, secretária executiva da Comissão Econômica das Nações Unidas para a América Latina (Cepal), e Pamela Cox, vice-presidente do Banco Mundial para a América Latina.
Também estará presente o diretor da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Javier Santisu.
A delegação brasileira será a maior, incluindo os ministros da Casa Civil, Dilma Rousseff; Desenvolvimentos Social, Patrus Ananias; Saúde, José Gomes Temporão, e Meio Ambiente, Carlos Minc; assim como o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e os governadores dos estados do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral; e Amazonas, Eduardo Braga.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso também participará, mas como representante da Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia.