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Brasil

<i>Referência</i>, Marílson desafia africanos por terceiro título

Arquivo Geral

17/09/2009 0h00

Quando ganhou a Maratona de Nova York pela primeira vez, em 2006, Marílson Gomes dos Santos estava longe de ser um desconhecido do atletismo nacional – já havia vencido a São Silvestre duas vezes, em 2003 e 2005, e já ostentava duas medalhas dos Jogos Pan-americanos. Mesmo assim, o fundista brasileiro ainda não era notório em provas no exterior e surpreendeu muitos maratonistas ao cruzar a linha de chegada na primeira colocação, tornando-se o primeiro sul-americano a conseguir tal feito.


“Costumo dizer que de todas as provas que eu corri, acho que esse foi o percurso que mais se adaptou às minhas características de corrida”, afirma. “Eu gosto dessas provas que têm subidas, descidas. O clima talvez se pareça muito com o de São Paulo, acaba me favorecendo. São características que se enquadram no meu perfil como atleta.”


Desde então, ele é um dos nomes mais importantes das provas de longa distância do mundo. Voltou a vencer a corrida em 2008 e espera, no dia 1º de novembro, ganhar mais uma vez a Maratona de Nova York e tornar-se o primeiro homem a conquistar dois títulos consecutivos, desde o queniano John Kagwe, que triunfou em 1997 e 1998.


“Ele passa a ser referência tanto para os adversários quanto para os organizadores de prova. A gente competiu no Campeonato Mundial agora e você via um [Robert] Cheuryot conversar com ele, o próprio Paul Tergat, são pessoas muito próximas”, avalia o técnico Adauto Domingues. “Principalmente em Nova York, ele tem um carinho muito grande pela organização da prova, gosta muito dele. É até um desrespeito ir lá para não brigar pelo primeiro lugar”, completa o treinador.


Mas o terceiro título em solo nova-iorquino não será tarefa fácil para Marílson. Entre seus adversários, estão outros três atletas que já venceram a prova em anos anteriores: o sul-africano Hendrick Ramaala (2004) e os quenianos Paul Tergat (2005) e Martin Lel (2003 e 2007). “O Ramaala esse ano correu 2h07min em Londres, o Tergat nem precisa falar dele, todo mundo já conhece pela São Silvestre [venceu cinco vezes a prova] e o Martin Lel, sem dúvida nenhuma, é um dos maiores maratonistas que o Quênia já teve”, diz. “Além desses três há uma série de outros atletas que não estão sendo frisados, mas que podem complicar lá no dia”, conclui.

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