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Brasil

<i>Brecha</i> russa traz Giba de volta ao Brasil

Arquivo Geral

22/06/2009 0h00

Maior estrela do voleibol brasileiro nos últimos anos, Giba está de volta ao Brasil. Nesta segunda-feira, o ponteiro foi apresentado pela nova equipe do Pinheiros, que contará com patrocínio da Sky e também repatriou nomes como Gustavo, Rodrigão e Marcelinho.


O atacante paranaense passou as duas últimas temporadas no Iskra Odintsovo, da Rússia, time com o qual ainda tinha mais um ano de contrato. O vínculo, aliás, foi um dos principais entraves para que o atleta não fosse repatriado antes. Curiosamente, porém, foi justamente este acordo que contribuiu com a volta de Giba às quadras verde-amarelas este ano.


“Eles sentiram muito a crise financeira e pediram para fazer uma renegociação. Foi a minha deixa para que eu conseguisse romper o contrato”, contou o atleta, que firmou acordo de três anos com o time paulistano. “Já estava há oito temporadas no exterior e não aguentava mais frio, pois quando eu tinha férias já era inverno em Curitiba. Só o calor daqui já vai fazer uma grande diferença. Minha família estava congelada”, brincou.


Giba revelou que, se não conseguisse voltar agora, com certeza fecharia com um time nacional no ano que vem. “Minha filha vai entrar na escola primária e eu queria que fosse aqui. Apenas adiantei esse processo em um ano e isso só fez bem para a gente”, comemorou.


Tanta vontade de voltar, explicou o jogador, tem relação com a longevidade de sua carreira. “É pesado jogar lá fora e depois viajar de novo para defender a seleção. Essa era até uma preocupação minha no novo ciclo olímpico, mas acho que jogando aqui não terei problemas para chegar às Olimpíadas de Londres, em 2012”, analisou.


No Pinheiros, Giba voltará a ser comandado pelo técnico Carlos Castanheira, mais conhecido como Cebola – juntos, os dois conquistaram as edições 1999/2000 e 2000/2001 da Superliga, as últimas em que o ponteiro atuou. “Naquela época era um projeto novo como agora e conquistamos os dois títulos brasileiros”, anima-se o atleta, que tem planos ainda mais ousados.


“Claro que nunca vamos ser como o futebol, mas queremos criar uma identidade com a torcida, como a que existe na NBA, por exemplo. Para isso, falta um pouco mais de transmissões na TV e trazer mais estrangeiros”, acredita.


E o interesse dos “gringos” em atuar no Brasil já existe, garante o atacante. “Em alguns dos últimos anos, eles se interessavam pouco, mas agora estão vendo como os meninos que jogaram aqui estão fortes na seleção, apesar de os italianos nunca darem o braço a torcer que não têm mais o melhor campeonato do mundo. Acho que a partir do ano que vem já teremos alguns estrangeiros jogando aqui”, afirmou.

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