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Brasil

Livre de suspensão, Briatore não tem pressa de voltar à F-1

Arquivo Geral

05/01/2010 0h00

O italiano Flavio Briatore, ex-chefe da equipe Renault e que teve anulada a punição de afastamento da Fórmula 1 por planejar um acidente no Grande Prêmio de Cingapura de 2008, afirmou não ter pressa de voltar à categoria.


Em nota divulgada pouco depois de a Justiça francesa anular a suspensão, Briatore disse sentir uma “imensa alegria” pela decisão, que lhe devolve “ao mesmo tempo a dignidade e a liberdade que arbitrariamente tentaram lhe tirar”.


O ex-chefe da Renault atacou o ex-presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) Max Mosley e assegurou que a decisão do Conselho Mundial foi um “acerto de contas pessoal” pedido pelo inglês.


O Tribunal de Grandes Instâncias de Paris, ao qual o italiano havia recorrido, considerou “irregular” a decisão tomada pelo Conselho Mundial da FIA no dia 21 de setembro do ano passado, quando também suspendeu por cinco anos o diretor de engenharia da Renault, Pat Symonds, pelo episódio em Cingapura.


Durante a corrida noturna, disputada num circuito de rua em Marina Bay, Briatore teria ordenado ao brasileiro Nelsinho Piquet para que batesse sua Renault contra um muro em um local da pista onde não havia como o veículo pudesse ser retirado sem que fosse necessária a entrada do safety car.


Vários pilotos aproveitaram a situação para entrar nos boxes, e Alonso, que havia acabado de reabastecer, ganhou posições que o ajudaram a vencer a prova.


A Justiça francesa considerou que o banimento do dirigente foi baseado “em um testemunho anônimo de última hora”, do qual Briatore não teve como se defender.


Além disso, a Justiça entendeu que o ex-presidente da FIA, Max Mosley, inimigo de Briatore, “teve um papel preponderante no início da investigação e do processo” o que, segundo eles, “viola o princípio de separação dos órgãos de investigação, procedimento e julgamento”.


Por fim, o italiano foi convidado a comparecer à audiência do Conselho Mundial da FIA por e-mail, sem ser informado sobre os termos da acusação.


De acordo com o veredicto, Briatore terá que receber uma indenização de 15 mil euros por perdas e danos, bem menos do que a quantia que reivindicava, de 1 milhão de euros.


Pat Symonds, então diretor de engenharia da Renault, também teve sua suspensão de cinco anos revertida, e receberá 5 mil euros (pedia 500 mil).

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