O general reformado Lino Oviedo, cure candidato à Presidência do Paraguai, viagra order visitou hoje o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e apresentou um projeto para a integração física dos países do Mercosul.
“Se Lino Oviedo se tornar presidente do Paraguai, trabalhará pela consolidação do Mercosul”, afirmou o candidato a jornalistas, e explicou que apresentou a Lula um projeto que vai facilitar a integração dos países do bloco.
Embora não tenha dado detalhes, disse que se trata de uma estrada que ligaria o Pacífico e o Atlântico, e que beneficiaria, especialmente, os estados Paraná e Mato Grosso, além do norte da Argentina, do centro e do norte do Chile, da Bolívia e do próprio Paraguai.
“Será interessante para toda a região central da América do Sul”, apontou.
Oviedo disse que concorda com Lula em que a integração é a chave para a região, e deverá estender-se do Mercosul ao resto da América do Sul e, posteriormente, ao resto da América Latina.
O candidato presidencial disse que não falou com Lula sobre o tratado que rege a represa de Itaipu, que abastece ambos os países, e que o ex-bispo Fernando Lugo, um de seus principais concorrentes nas eleições do próximo dia 20 de abril, pretende revisar.
Oviedo considerou que o momento de discutir esses assuntos não é agora, mas assegurou que se houver algo a revisar no tratado, tem absoluta confiança na disposição do Brasil para discutir e resolver as eventuais diferenças através do diálogo.
Sobre a questão energética, Oviedo também defendeu a integração sul-americana, e propôs uma cooperação maior entre Itaipu, a represa argentino-paraguaia de Yacireta e o Corpus, um projeto da Argentina e do Paraguai sobre o Rio Paraná.
O general qualificou a reunião com Lula de “muito cordial” e disse que o presidente tem o firme compromisso de não se pronunciar a favor ou contra nenhum dos candidatos à Presidência do Paraguai.
Ele diss ainda que em seu país não existem temores em relação a ingerências de outros Governos no processo eleitoral – nem no plano financeiro, nem no plano político.
Oviedo se diz grato ao Governo e ao povo do Brasil, onde esteve 18 meses detido por conta de um pedido de extradição da Justiça paraguaia, que o acusava de instigar uma tentativa de golpe em 1996.
O candidato chegou a ser condenado a dez anos de prisão por um tribunal militar, mas a sentença e as próprias acusações foram retiradas em outubro do ano passado pela Justiça civil, que determinou que não houve tentativa de golpe.
Ele lembrou hoje que o Supremo Tribunal Federal (STF) negou sua extradição porque determinou que todas as provas apresentadas contra si constituíam uma perseguição política disfarçada, uma tese que foi depois confirmada pelo Supremo do Paraguai, que cancelou sua “culpa e pena”