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Brasil

Lesionada, Maíla pode ficar fora da seleção

Arquivo Geral

06/01/2007 0h00

Responsável pela melhor marca brasileira nos 100m com barreiras em 2006, a paulista Maíla Machado corre o risco de ficar fora dos Jogos Pan-americanos Rio, em julho. Em 22 de dezembro, a barreirista machucou a perna durante um treinamento e precisou ser operada.

"Estava fazendo técnica de barreira normal, talvez tenha errado no tempo, e caí", lembra a atleta que está saindo do período de repouso para começar a fisioterapia. "Foi um susto para mim e para quem estava junto comigo. Na mesma hora me levaram para o hospital, fiz os exames e seis horas depois fui operada".

Maíla sofreu rompimento do tendão patelar no joelho esquerdo. A lesão é semelhante à lesão do atacante Ronaldo antes da Copa de 2002 e que deixou o atleta cerca de seis meses parado. Mas a barreirista prefere não pensar em prazos, apenas na recuperação.

"Previsões todos fazem. Mas isso só depende de mim e do meu organismo", diz, afirmando não sentir mais dor nem ter inchaço no local. "Primeiro tenho que pensar em melhorar, depois em treinar e depois no resto. Tenho que ir parte por parte, devagar porque preciso disto (joelho) bem para seguir adiante".

Pré-selecionada para a equipe em preparação para o Pan, Maíla nunca tinha necessitado de uma operação antes. "Mas a gente tem que lidar com certos tipos de coisas. Não queria que acontecesse, ainda mais próximo de um campeonato importante. Mas certamente este não é meu último Pan, não é minha última competição", conforma-se.

O Troféu Brasil Caixa, em junho, é a última oportunidade de os atletas obterem ou confirmarem sua classificação para os Jogos. Nas provas individuais, a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) vai convocar o campeão do torneio e o primeiro colocado no ranking da prova até 24 de junho.

A exigüidade do tempo não abala a tranqüilidade da atleta. "O que quero mesmo é me recuperar. Pensar no agora e não no lá na frente. Se der, vou estar no Pan. Se não, haverá um outro Pan".

Para Maíla, pensar nos Jogos Olímpicos de Pequim também serve de conforto. "Em 2008 tem a Olimpíada, quem sabe não vou estar pensando nessa nova meta", completa a atleta, que disputou os Jogos Pan-americanos de Santo Domingo-2003, mas não conseguiu medalha.

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