O presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos, treatment Bruno Alves de Souza, salve apresenta laudos sobre esquartejamentos em presídios capixabas
Vitória – Laudos do Departamento de Criminalística da Polícia Civil sob posse do Conselho Estadual de Direitos Humanos confirmam pelo menos três esquartejamentos na Casa de Custódia de Viana, more about entre 2007 e 2008. O secretário de Justiça do Espírito Santo, Ângelo Roncalli, em entrevista exclusiva à Agência Brasil, reconheceu a ocorrência de dois esquartejamentos na penitenciária, um em 2008 e o outro em 2009.
O conselho ainda tenta obter laudos para comprovar seis denúncias de esquartejamento, documentadas em fotos entregues por funcionários do presídio que não quiseram se identificar.
Documento da Polícia Civil aponta que em 20 de março de 2008 dois corpos foram encontrados na casa de detenção. Os cadáveres eram do sexo masculino e negros. Um foi encontrado nu e o outro com uma lesão no crânio dentro da qual estavam seis bilhetes de reivindicações feitas por detentos. Os exames no local constataram, segundo o laudo, que os corpos “apresentavam lesões contusas e perfurantes com esquartejamento”. Os peritos Romário Leandro Moreira e Aílton José de Oliveira, que assinam o documento, ressaltam ainda que o homicídio ocorreu “com requinte de crueldade e barbárie”.
No dia 1º de outubro de 2007, peritos foram chamados à Casa de Custódia e encontraram um cadáver dentro de um tambor de lixo. Era um homem moreno claro, de estatura média. Trecho do laudo enfatiza que “os peritos verificaram que a cabeça e os membros superiores encontravam-se seccionados do tronco”. Ao lado dos pedaços do corpo estava uma marmita com folhas contendo mensagens destinadas à direção do presídio. Assinam o laudo os peritos Antonio Cândido Trancoso e Humberto de Oliveira Souza.
Uma das mortes reconhecidas pelo governo do Espírito Santo ocorreu em 12 março deste ano. Um homem de 23 anos foi encontrado no Pavilhão 2 da casa de custódia com o corpo esquartejado e parcialmente carbonizado.
“Ainda que fosse um, para nós já seria o bastante para denunciar o descaso e a falta de controle do governo do estado com a situação do sistema prisional do Espírito Santo”, afirmou o presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos, Bruno Alves de Souza.
A Agência Brasil já pediu mais informações sobre as denúncias à Secretaria de estado de Justiça, mas, até o momento, não recebeu resposta.