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Laudo detecta veneno em corpo de enteado de mulher presa no Rio

O irmão chegou a ser hospitalizado, mas teve alta

Por FolhaPress 05/07/2022 10h08
Foto: Reprodução

Mariana Moreira
Rio de Janeiro, RJ

Um novo exame toxicológico atestou a presença da substância conhecida como “chumbinho” (veneno para matar ratos) no corpo de Bruno Cabral, 16. Ele é enteado de Cíntia Mariano, presa sob suspeita de matar por envenenamento a enteada Fernanda Dias Cabral, 22, em março, no Rio de Janeiro.

O irmão chegou a ser hospitalizado, mas teve alta.

O exame foi realizado a pedido da polícia pelo Labtech da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).
Carlos Augusto Santos, que defende Cíntia, afirmou que ainda vai avaliar a validade do exame e que o laudo é inconclusivo.

“Geralmente, a responsabilidade desses exames é do IML, mas dessa vez foi feito um procedimento diferente, fora do órgão competente. A própria perícia já havia concluído que não havia risco no primeiro laudo, feito menos de 24 horas da internação do Bruno. O primeiro laudo deu negativo”, disse Santos.

O advogado também afirmou que a prisão temporária é desnecessária, já que Cíntia colaborou desde o início com a investigação. “No processo dela, existem provas técnicas e ela foi diversas vezes à delegacia antes de ser presa testemunhar. Ela está colaborando desde o início”.

A prisão temporária de Cíntia foi prorrogada em junho. Ela cumpre a detenção na penitenciária de Bangu, na zona norte da cidade.

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A mulher está presa desde 20 de maio. A suspeita de que Fernanda Cabral teria sido morta por envenenamento foi levantada pela mãe da jovem após o filho de 16 anos voltar da casa da madrasta passando mal, em 15 de maio.

O adolescente apresentava os mesmos sintomas que levaram Fernanda a ser internada no Hospital Estadual Albert Schweitzer, em 15 de março. Ela sentia dores no peito, dor de cabeça, língua e boca dormentes e passou 12 dias internada até morrer no dia 27 de março por infecção generalizada.

Na época, a morte não gerou questionamentos e o corpo foi sepultado sem suspeita.

O adolescente de 16 anos se sentiu mal após participar de um almoço na casa do pai. Ele diz ter encontrado pequenas bolas azuis no feijão servido pela madrasta, mas, mesmo após retirar as substâncias estranhas do prato, precisou ser internado.

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O hospital Albert Schweitzer diagnosticou uma intoxicação e alertou a Polícia Civil. No exame de corpo de delito do adolescente, a suspeita registrada é de envenenamento.

Após o alerta, houve uma busca na casa da madrasta e do pai deles, onde foi encontrado um pacote de veneno contra ratos, conhecido como “chumbinho”.

A defesa da suspeita diz que ela nega todas as acusações.

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