O departamento americano de controle de alimentos e remédios (FDA, capsule sigla em inglês) acusou a empresa farmacêutica Novartis de fazer afirmações falsas sobre a eficácia e riscos de seu remédio Exelon, prescrito contra o mal de Alzheimer, informou hoje a entidade.
Em mensagem divulgada hoje e datada de 8 de agosto passado, o organismo de controle de alimentos e remédios dos Estados Unidos pediu à Novartis que corrija estas informações.
“De uma perspectiva de saúde pública estas violações são uma preocupação, pois sugerem que o Exelon é mais seguro e efetivo que o que se demonstrou”, diz a nota.
Na mensagem, a FDA acrescenta que também é estimulado o uso de Exelon em circunstâncias que não são aquelas nas quais se demonstrou que são seguras e efetivas.
Uma porta-voz da Novartis disse que a empresa analisa a nota e que responderá, assim como foi solicitado, no dia 22 de agosto.
“Tomaremos as medidas necessárias para garantir que todos os nossos materiais de promoção cumpram plenamente com as normas da FDA”, declarou.
O Exelon, cujo nome genérico é rivastigmina, é receitado para o tratamento de casos de demência moderada em pacientes de Alzheimer, doença neurológica degenerativa e incurável.