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Brasil

Kolberg culpa falta de estrutura por desempenho ruim

Arquivo Geral

23/01/2007 0h00

Mais experiente piloto brasileiro no Rally Dakar, Klever Kolberg foi o único dos três representantes da Equipe Petrobras a não ter destaque na edição deste ano da prova. Apenas o 56º na colocação geral, ele lamentou a falta de sorte, mas apontou outro importante fator como motivo para a produção abaixo do esperado: falta de estrutura.

Apesar de apontar a participação de sua equipe como fundamental para que ele seguisse até o fim, Kolberg admitiu estar muito atrás de competidores estrangeiros na disputa pelas primeiras posições, muito em parte pelo investimento feito pelas grandes montadoras, que chegam a competir às vezes com cinco carros e forte apoio de mecânicos.

E para chegar no nível em que a briga seria mais justa, ele mesmo apontou a reposta. “O que falta? Um milhão de euros para competir e mais um milhão para treinar ao longo do ano, como as equipes européias fazem”, disse o brasileiro, que fez comparação interessante com o montante investido pelo patrocinador e pela Volkswagen.

“A Volks investe 54 milhões só nos carros e faz projeto para vencer em cinco anos. Já estão no quarto e por enquanto nada. Nosso orçamento total para o ano é de seis milhões e isso inclui equipe, assessoria e outros. Entendo que existam mais necessidades e eu mesmo se fosse empresário não seria louco de investir tanto. Em termos de Brasil nosso apoio é bom. Em termos de mundo, nem tanto”, explicou.

Kolberg vai além e garante que a menor chance de vitória em relação às motos (Jean Azevedo chegou a ganhar uma etapa e a andar entre os dez primeiros antes de ter problemas) e aos caminhões (André Azevedo foi o quinto colocado no geral) vem justamente pela disparidade dos projetos.

“Nossa equipe optou por participar das três categorias e é a única do rali. Se fossem três carros, teríamos mais chances porque nos dedicaríamos exclusivamente a ela. Outras equipes do mundo têm quatro, cinco carros e possuem estrutura enorme. Aqui temos, por exemplo, que esperar todo mundo largar para que a gente não corra o risco de ficar sem nosso único caminhão de apoio”, continuou.

Apesar dos problemas, Kolberg mostrou na edição deste ano força acima do normal para continuar na briga mesmo depois de problemas sérios em duas etapas, quando chegou a ficar parado por horas no meio do deserto até que seu navegador, Eduardo Bampi, voltasse com um rebocador. E por isso mesmo, o sentimento de continuar na briga permanece.

“As coisas só vão mudar quando conseguirmos uma vitória no geral. Ainda é difícil, mas estamos cada vez mais perto. O Dacar é uma competição muito grande e você precisa sim de sorte e torcer para que nada quebre no seu carro. Mas já estamos trabalhando para o ano que vem. Sempre que participamos é uma nova experiência que a gente leva para as próximas”, finalizou.

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