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Brasil

Kits da UEPB detectam metanol em bebidas alcoólicas no Carnaval

Pesquisadores da Universidade Estadual da Paraíba desenvolveram testes rápidos para identificar adulterações e prevenir mortes por intoxicação durante as festas.

Redação Jornal de Brasília

13/02/2026 18h48

Foto: Reprodução/UEPB

Foto: Reprodução/UEPB

Em 2025, o Brasil registrou um pico de mortes por intoxicação com metanol em bebidas alcoólicas, com 16 falecimentos e 62 casos confirmados até fevereiro, segundo o Ministério da Saúde. Nesse contexto, pesquisadores da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) distribuíram kits de detecção de metanol em bebidas destiladas para uso durante o Carnaval.

O kit colorimétrico, utilizado pelos agentes, permite identificar adulterações em minutos. O teste envolve três etapas de cinco minutos cada, com reagentes, e é auxiliado por um aplicativo que compara a cor resultante para determinar a presença de metanol. Cada kit inclui quatro reagentes, dois recipientes, luvas, saco para descarte e um guia prático.

A iniciativa, em parceria com o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) da Paraíba e o governo estadual, conta com agentes treinados para realizar as verificações nas festividades. Inicialmente desenvolvido para o controle de qualidade de cachaças produzidas no estado, o kit surgiu como solução simples e de baixo custo, eliminando a necessidade de equipamentos sofisticados e pessoal altamente especializado.

“Quando começaram a aparecer casos, aceleramos essa linha de pesquisa e trabalhamos para compactar as reações que já dominávamos em um suporte sólido”, explicou o pesquisador David Fernandes, vinculado ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Ele destacou a importância de métodos rápidos e acessíveis para medir parâmetros exigidos pela legislação.

Além do teste colorimétrico, os pesquisadores da UEPB criaram tecnologias pioneiras como o teste infravermelho e canudos biodegradáveis para detecção de metanol. A aplicação prática durante o Carnaval representa o impacto real da pesquisa acadêmica na proteção da vida dos consumidores.

Com informações do Governo Federal

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