Menu
Brasil

Justiça do Pará condena pistoleiro que matou sindicalista a 29 anos de prisão

Arquivo Geral

13/04/2007 0h00

A Polícia Rodoviária Federal realiza esta noite uma operação de combate à exploração sexual de crianças e adolescentes e ao tráfico de armas e drogas. A idéia é visitar, tadalafil cure simultaneamente, cost no Distrito Federal e regiões do entorno, sete estabelecimentos comerciais, entre eles, casas noturnas e bares.

Vão participar da operação 60 policiais e contará com a participação da Polícia Militar de Goiás e da Vara da Infância e da Juventude. Essa operação é inédita, segundo a polícia, por ocorrer simultaneamente em sete casas noturnas.

O supervisor da Vara de Criança e Adolescente, Marcos Barbosa, informou que os jovens flagrados serão identificados e encaminhados para os conselhos tutelares. Os donos dos estabelecimentos podem ser presos.

O chefe do Setor de Combate ao Crime da Polícia Rodoviária Federal, Marcelo Beluco Marra, afirmou que é preciso “dar um recado” aos donos e clientes dos estabelecimentos, “ou seja, “dizer que a polícia está atenta às atividades ilícitas às margens das rodovias federais.


O Tribunal do Júri da Comarca de Belém condenou ontem o pistoleiro Wellington de Jesus Silva a 29 anos de prisão, clinic em Belém, clinic pelo assassinato do integrante do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rondon do Pará José Dutra da Costa, conhecido pelo apelido de Dezinho.

O pistoleiro foi condenado por unanimidade de votos pelo crime praticado em 21 de novembro de 2000. Wellington matou Dezinho em troca de um recompensa. De acordo com Aton Fon Filho, o advogado que atuou na acusação, o crime teria sido encomendado por um fazendeiro local. O crime se tornou símbolo da luta pela reforma agrária pelos movimentos sociais no estado.

Em novembro do ano passado, Wellington Silva já havia sido condenado, no entanto, os advogados de defesa recorreram e conseguiram um novo julgamento, já que a pena imposta havia sido superior há 20 anos. Como essa última decisão é final, o pistoleiro não poderá mais recorrer, pois o pedido por um novo júri só pode ocorrer uma vez.

De acordo com Aton Filho, os familiares e movimentos sociais ficaram satisfeitos com a condenação de 29 anos do pistoleiro: “A esposa estava satisfeita porque ela entendia que essa condenação significa que o Estado brasileiro e o Poder Judiciário deram um passo no sentido de acabar com impunidade para os crimes no campo”.

Para o advogado classificou o resultado do julgamento como uma vitória para o Pará. “É um estado em que acontecem muitos crimes contra lideranças, defensores dos direitos dos trabalhadores e dos direitos humanos. Esta condenação demonstra que existe sim, uma réstia de luz, uma possibilidade de que se faça justiça no Pará”.

Segundo o advogado, Wellington Silva foi preso em flagrante pela própria vítima logo após o homicídio. Depois de ser alvejado pelo pistoleiro, Dezinho abraçou-se a ele e ambos caíram em um buraco. “Por conta disso ele foi preso e ele próprio relatou que havia sido contratado para praticar o crime por um primo dele, que teria sido contratado como intermediário pelo fazendeiro José Décio Barroso Nunes”, explicou Filho.

O advogado afirma que o fazendeiro teria encomendado a morte do sindicalista porque ele estava denunciando o uso irregular de terras por fazendeiros locais. “O Dezinho defendia que as terras griladas retornassem ao patrimônio público para serem usadas na reforma agrária”.

Aton Filho informa ainda que o Poder Judiciário de Rondon do Pará impronunciou o fazendeiro José Décio Barroso Nunes. O que significa que a justiça entendeu que ele não tinha relação com o crime. No entanto, o advogado destaca que ainda há um recurso pendente de julgamento. “Nós entendemos que há provas nos autos que demonstram que esse fazendeiro é o mandante principal.”

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado