Menu
Brasil

Justiça analisa recursos de réus pelo incêndio da boate Kiss

Incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, ocorreu na madrugada de 27 de janeiro de 2013

Redação Jornal de Brasília

26/08/2025 12h22

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil/Arquivo

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil/Arquivo

FOLHAPRESS

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul julga nesta terça-feira recursos de apelação relacionados ao incêndio na boate Kiss. A sessão teve início durante a manhã, em Porto Alegre.

De acordo com o tribunal, a previsão é de que as atividades se estendam até o final da tarde. A sessão busca analisar os recursos interpostos após a condenação dos quatro réus no julgamento realizado em 10 de dezembro de 2021. As penas estipuladas variam de 18 a 22 anos de prisão.

O incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, ocorreu na madrugada de 27 de janeiro de 2013. Durante uma festa universitária, a banda Gurizada Fandangueira utilizou um artefato pirotécnico, cujas faíscas atingiram o teto revestido de espuma, iniciando as chamas.

O fogo se espalhou rapidamente e resultou na morte de 242 pessoas, além de ferir outras 636. A maioria das vítimas sofreu asfixia devido a gases tóxicos liberados pela queima do revestimento de espuma instalado irregularmente no local e que foi atingido pelas chamas do artefato.

Serão julgados recursos de Marcelo de Jesus dos Santos (vocalista da banda, condenado a 18 anos de prisão), Luciano Augusto Bonilha Leão (assistente de palco, condenado a 18 anos), Elissandro Callegaro Spohr (sócio da boate, condenado a 22 anos e seis meses) e Mauro Londero Hoffmann (sócio da boate, condenado a 19 anos e seis meses). Cada advogado terá 15 minutos para sustentação oral.

Em fevereiro deste ano, a Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) alcançou maioria para manter a decisão que restabeleceu a condenação dos quatro réus, determinando a prisão imediata deles.

O julgamento tinha o objetivo de definir se os ministros acatariam o pedido das defesas dos réus, que entraram com recurso contra a decisão tomada pelo relator Dias Toffoli em setembro do ano passado.
Toffoli havia decidido pela validade das condenações, atendendo a recursos da Procuradoria-Geral da República e do Ministério Público do Rio Grande do Sul.

Em novembro, o ministro negou o recurso de Luciano Bonilha, que pedia a revisão da decisão anterior.
O caso chegou ao Supremo em 2024, após o STJ (Superior Tribunal de Justiça) confirmar a anulação do júri, em setembro de 2023.

Antes, em agosto de 2022, por 2 votos a 1, os desembargadores da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça gaúcho anularam o júri que, em dezembro de 2021, havia decidido pelas condenações. Quando o caso completou dez anos, em 2023, ninguém havia sido responsabilizado pela Justiça.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado