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Brasil

Julgamento de executor de bicheiro Fernando Iggnácio retoma no Rio

Sessão foi suspensa na quinta após réu optar pelo silêncio, enquanto irmãos acusados dispensam advogados e têm julgamentos adiados.

Redação Jornal de Brasília

10/04/2026 9h33

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Foto: © Diego Carvalho/TJ-RJ

O 1º Tribunal do Júri do Rio retoma nesta sexta-feira (10) o julgamento de Rodrigo da Silva das Neves, um dos acusados de participar da execução do contraventor Fernando Iggnácio, ocorrida em 2020.

O juiz Thiago Portes Vieira de Souza, presidente da sessão, suspendeu o julgamento na quinta-feira (9). Antes da interrupção, durante o interrogatório, Rodrigo optou por permanecer em silêncio.

Outros dois acusados, os irmãos Pedro Emanuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro e Otto Samuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro, decidiram dispensar seus advogados no início da sessão, por discordarem da estratégia de defesa. Com isso, o júri de Pedro e Otto foi suspenso e será remarcado para outra data.

Além dos três réus, que respondem pela execução da vítima, o bicheiro Rogério Andrade foi denunciado como mandante do crime. No entanto, seu processo não foi incluído nesta sessão de julgamento. Ygor Rodrigues Santos da Cruz, também suspeito de participar da ação, foi encontrado morto em 2022.

De acordo com a denúncia, a execução ocorreu a mando de Rogério de Andrade, que controla o jogo do bicho e máquinas caça-níqueis em Bangu, zona oeste da capital fluminense.

Fernando Iggnácio foi executado no estacionamento de um heliponto no Recreio dos Bandeirantes, na zona sudoeste do Rio, após retornar de sua casa de praia em Angra dos Reis, na Costa Verde. Fernando Iggnácio e Rogério Andrade eram, respectivamente, genro e sobrinho do contraventor Castor de Andrade, que morreu em 1997.

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