O julgamento dos acusados pelo assassinato do contraventor Fernando de Miranda Iggnacio inicia nesta quinta-feira, 9 de abril de 2026, a partir das 11h, no 1º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.
O crime ocorreu em novembro de 2020, no estacionamento de um heliporto no Recreio dos Bandeirantes, quando a vítima retornava de sua casa de veraneio em Angra dos Reis, na Costa Verde fluminense. Iggnacio era genro de Castor de Andrade, conhecido como um dos chefes do jogo do bicho no Rio de Janeiro, que morreu de morte natural em 1997, desencadeando uma disputa familiar pela herança.
A execução está ligada à disputa pelo controle do jogo do bicho no estado e foi ordenada por Rogério de Andrade, que controla o jogo do bicho e máquinas caça-níquel em Bangu, na zona oeste da capital fluminense. De acordo com a denúncia, Marcio Araujo de Souza, responsável pela segurança pessoal de Rogério de Andrade, contratou os demais acusados para executar o crime.
Os réus que enfrentarão o júri popular incluem Rodrigo Silva das Neves, Pedro Emanuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro e Otto Samuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro. No dia do crime, por volta das 9h, quatro dos denunciados chegaram ao local em um automóvel, com três deles invadindo um terreno baldio adjacente ao heliporto, armados com pelo menos dois fuzis.
Após aguardarem cerca de quatro horas, Fernando Iggnacio desembarcou de seu helicóptero. Os acusados posicionaram as armas em cima do muro contíguo ao estacionamento, a aproximadamente quatro metros do veículo da vítima, atingindo-o com três disparos, um na região da cabeça.
A investigação revelou que Rodrigo das Neves e Ygor da Cruz já haviam trabalhado como seguranças da Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel, cujo patrono é Rogério de Andrade. Todos os seis denunciados respondem por homicídio qualificado.