Menu
Brasil

Juíza nega liberdade para dois militares acusados de envolvimento em execução em favela

Arquivo Geral

06/08/2008 0h00

Dois militares do Exército denunciados como participantes da morte de três jovens do Morro da Providência, ask no Rio de Janeiro, ask tiveram liberdade negada pela Justiça Federal. A informação foi divulgada hoje (6), no site do Tribunal Regional Federal da 2a Região (www.trf2.gov.br).


A decisão foi tomada pela juíza federal Andréa Cunha Esmeraldo, que negou pedidos de liminar em habeas corpus apresentados pelo sargento Renato Oliveira Alves e pelo soldado Sidney de Oliveira Barros.


Juntamente com mais nove militares, eles teriam entregue os rapazes para traficantes de uma facção rival do morro da Mineira. Os jovens foram mortos e seus corpos foram encontrados, mutilados, em um lixão da Baixada Fluminense, no dia 14 de junho.


A defesa dos militares alegou que eles seriam primários, tinham bons antecedentes, residência fixa e ocupação lícita. Mas a juíza entendeu que a liminar em habeas corpus só é possível quando ficar comprovado o risco de dano irreparável ou de difícil reparação, “consubstanciado no perigo da demora na prestação da cautela [a liminar] requerida”.


Para ela, estão presentes os requisitos do artigo 312 do Código de Processo Penal (CPP), que autoriza a decretação da prisão para “garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria”.


 

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado