ANAHI MARTINHO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
O jornalista José Trajano ganhou em primeira instância uma ação contra o Bradesco. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo sentenciou o banco a restituir R$ 34.799,99 perdidos pelo jornalista em um golpe e ainda indenizá-lo em R$ 5.000 por danos morais.
Cabe recurso da decisão. O banco foi procurado pela reportagem via assessoria de imprensa, mas até o momento desta publicação não respondeu se vai recorrer.
Trajano foi vítima do golpe em fevereiro em 2025, quando o celular de sua enteada Tatiana, no qual estavam cadastrados seus aplicativos bancários, foi roubado.
No dia seguinte ao roubo, foram feitas várias transferências via pix e resgates de investimentos em valores de R$ 10 mil, R$ 6,4 mil, R$ 4,9 mil e outros.
Os advogados de Trajano, Vitor Matera Moya e Luciana Pereira Leopoldino, sustentam que houve falha na segurança do banco, que permitiu a realização de movimentações atípicas e ” totalmente fora do perfil do correntista, que é pessoa idosa.”
Trajano tem 79 anos e contava com a ajuda da enteada para movimentar suas contas bancárias via aplicativos de celular.
A defesa do Bradesco contesta, afirmando que as transações foram realizadas “mediante uso de dispositivo móvel e senhas pessoais, o que caracterizaria culpa exclusiva da vítima ou de terceiro.”
Na decisão, o TJ-SP determinou a restituição integral dos valores, no total de R$ 34.799,99, além do pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 5.000 “em razão da angústia e do abalo sofridos.”