Opositor declarado de Max Mosley, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), o ex-piloto Jackie Stewart aproveitou o drive-through imposto a Lewis Hamilton no GP da França para alfinetar seu rival. De acordo com ele, muita gente já está desconfiada de um suposto excesso de punições impostas ao time inglês – Hamilton já havia chegado a Magny-Cours sabendo que iria cair dez posições no grid por ter batido em Kimi Raikkonen no Canadá; no sábado, Heikki Kovalainen perdeu cinco posições na largada por ter obstruído volta rápida de Mark Webber.
“Temos observado várias punições efetuadas pela FIA recentemente, tanto na forma de multas como penalidades na pista. Raramente aparece a compaixão ou tentativa de olhar pelo lado do piloto. Há também de se questionar a coerência com que as sanções são aplicadas. Um monte de gente – e não só da McLaren – está dizendo que a FIA anda mais interessada em encontrar falhas na McLaren que em outras equipes”, afirmou o tricampeão mundial.
Depois que a McLaren foi punida com a perda de todos os pontos do Mundial de Construtores do ano passado, além de uma multa milionária, as relações entre Ron Dennis, chefe da equipe, e Max Mosley ficaram bastante estremecidas. Houve, inclusive, quem disesse que o dirigente da McLaren teria feito uma armação para que o presidente da FIA fosse flagrado em uma orgia masoquista com temática nazista no mês de março.
Stewart deu um exemplo de como a McLaren está sendo tratada de forma diferente das demais equipes. “No GP da França, o escapamento do carro do Kimi Raikkonen quebrou e parte dele ficou visivelmente pendurada para fora. Por que ele não foi chamado para o pit stop e a peça removida? Eventualmente, ela poderia se soltar e ser perigosa para outros competidores ou para o público. Algumas pessoas vão dizer que, se fosse com a McLaren, a equipe teria sido multada”, destacou o veterano.
< !-- /hotwords -- >