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Brasil

Itamaraty não está interessado em acordo de livre-comércio com o México

Arquivo Geral

24/07/2007 0h00

O ministro das Relações Exteriores, pharm Celso Amorim, advice afirmou hoje que o Governo não está interessado no momento em negociar um acordo de livre-comércio com o México, pouco antes da viagem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará ao país da América do Norte em agosto.

“Um acordo de livre-comércio não está em pauta neste momento, mas trabalhamos para a ampliação do ACE” (Acordo de Complementação Econômica), disse o ministro à imprensa.

Amorim conversou hoje sobre as expectativas diante da viagem de Lula à Cidade do México, marcada para os dias 6 e 7 de agosto, em retribuição a uma visita do presidente mexicano, Felipe Calderón.

“Aqui e ali há sensibilidades, mas vamos acabar chegando ao livre-comércio”, afirmou o ministro.

Na visita ao México, Lula e Calderón deverão dar impulso ao acordo bilateral assinado em 2002 e que serviu de marco para a redução de tarifas de importação de um pequeno universo de produtos comercializados entre os dois países.

Em entrevista coletiva no Itamaraty de Brasília, o ministro declarou que o Governo pretende impulsionar a criação de um fórum de altos executivos de empresas, dedicado à ampliação de negócios e investimentos bilaterais.

Esse modelo seria semelhante àquele que o Brasil tem com os EUA e a Índia, que serviu para impulsionar o comércio brasileiro com esses países.

A proposta de um acordo de livre-comércio partiu do presidente mexicano. Nos últimos anos, Brasil e México ensaiaram negociar uma redução de tarifas, em um difícil caminho que deve levar em consideração o âmbito do Mercosul.

Celso Amorim disse que, durante a visita de Lula, serão assinados acordos de cooperação em energia. Estão incluídos nesses tratados assuntos como petróleo e biocombustíveis, além de ciência e tecnologia.

A Petrobras espera conseguir contratos para explorar petróleo em águas mexicanas. Isso não deve acontecer, pelo menos por enquanto, porque a Constituição mexicana determina monopólio para a indústria petrolífera.

A estatal brasileira já explora petróleo em águas americanas do Golfo do México e mantém um contrato de prestação de serviços com a Pemex, sua congênere mexicana.

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