Assim como ocorreu com a seleção feminina do Brasil em 2002, a Itália pode sofrer com o boicote de suas principais jogadoras em um Campeonato Mundial. Alegando não ter condições de trabalhar com o técnico Marco Bonitta, cinco jogadoras ameaçam não defender o time nacional até o treinador ser substituído.
Francesca Piccinini, Rinieri, Elisa Togut, Lo Bianco e DallIgna se rebelaram após a derrota para a Rússia na semifinal do Grand Prix. Na ocasião, as italianas, que jogavam em casa, venciam por 2 sets a 0, mas tomaram a virada e ficaram de fora da decisão.
Segundo as atletas, o treinador foi o principal responsável pela derrota, uma vez que realizou diversas substituições no decorrer do duelo. Elas confirmaram a decisão em reunião com o presidente da Federação Italiana da modalidade, Carlo Magri.
Em um primeiro momento, a entidade garantiu que Bonitta fica pelo menos até o término do Mundial e ressaltou que as jogadoras descontentes continuarão a ser convocadas. Se não atenderem o pedido, poderão até ser excluídas da equipe. As jogadoras, entretanto, garantem que não voltam atrás em sua decisão.