Menu
Brasil

Interrupção de energia em Leme e Copacabana dura mais de 48 horas no Rio

Procon Carioca notifica Light e Defensoria Pública entra com ação para restabelecimento imediato do serviço essencial.

Redação Jornal de Brasília

05/01/2026 21h12

brazil politics congress protest

Foto por MAURO PIMENTEL / AFP

Moradores dos bairros de Leme e Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, enfrentam mais de 48 horas sem fornecimento de energia elétrica, iniciada por volta das 17h do sábado (3). A interrupção tem gerado protestos, prejuízos econômicos e reclamações de insegurança entre a população.

O Procon Carioca notificou a concessionária Light nesta segunda-feira (5), dando prazo de 24 horas para que a empresa apresente esclarecimentos detalhados sobre o restabelecimento do serviço, um plano de ação e compensações aos consumidores afetados, sob pena de multa. Entre as medidas exigidas estão o ressarcimento por perdas de alimentos, danos a eletrodomésticos e abatimentos nas faturas de energia. O órgão destacou a falta de transparência da Light sobre as causas do apagão e a ausência de comunicação adequada, violando o Código de Defesa do Consumidor.

“O abastecimento de energia elétrica é um serviço essencial e não pode ser interrompido por mais de 48 horas sem explicações claras, sem planejamento e sem respeito ao consumidor”, afirmou o secretário municipal de Proteção e Defesa do Consumidor, João Pires.

Na noite de domingo (4), moradores realizaram um panelaço das varandas dos prédios em protesto pela falta de energia. A Polícia Militar informou não ter sido acionada para ocorrências de furto de cabos na região, questionando a gestão de segurança da infraestrutura elétrica.

A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (DPRJ) ajuizou uma Ação Civil Pública na manhã desta segunda-feira para exigir o restabelecimento imediato do serviço. A iniciativa veio após contatos iniciais com a Light, que descumpriu prazos informados, como a previsão de normalização até as 12h de domingo e depois até 21h. Até o início da tarde de segunda, muitos locais ainda permaneciam sem energia ou com prestação precária.

Os impactos são significativos para o comércio e residências. Shelley de Botton, proprietária de uma padaria no bairro, relatou fechamento do estabelecimento desde sábado, com perdas de faturamento e impossibilidade de atender clientes. “São três dias sem faturamento. A produção está parada porque os equipamentos não podem ser ligados”, disse ela.

Em prédios residenciais, a síndica Clarice Peixoto, do Edifício Copal, descreveu problemas como portões sem funcionamento, elevadores paralisados e sensação de insegurança. “Ficamos dois dias com os portões de entrada sem energia, portanto, sem poder abrir ou fechar. Muitos moradores estão impossibilitados de sair de casa”, contou.

A DPRJ reforça que a interrupção prolongada viola direitos básicos e busca solução imediata para prevenir recorrências. A Light foi procurada pela Agência Brasil para comentar a situação, mas até o momento não se manifestou sobre os motivos da interrupção ou o cronograma de normalização.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado