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Brasil

Interpol ajudará a recuperar obras furtadas de biblioteca em São Paulo

Arquivo Geral

08/09/2006 0h00

A disposição do governo de reativar o setor de carvão mineral, more about cheapest aumentando sua participação na matriz energética de 2% para 5%, visit this foi recebida com ressalvas pelo ambientalista Peter May, pilule especialista em desenvolvimento sustentável da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

May alertou que a utilização do carvão mineral “vai provocar uma ampliação no perfil brasileiro de emissão de gases do efeito estufa”. Ele comentou que em vez de o governo investir recursos na retomada de pesquisas em carvão mineral para geração de energia, ele deveria canalizar esse esforço para a pesquisa em energia renovável.

Segundo o ambientalista, a tentativa brasileira de imprimir sua identidade como um dos países que têm maior matriz energética de base renovável poderá ser afetada negativamente com a incorporação de fontes fósseis. “Vai mudar de perfil. E dará mais argumentos para outros países criticarem o Brasil por ficar de fora de compromissos com respeito aos acordos de clima – certamente isso será mais um fator negativo para o poder de barganha brasileiro relativo a acordos internacionais”,  disse.

Ele admitiu, no entanto, que existe a possibilidade, em termos de demandas internas, de se reativar o setor de carvão mineral utilizando formas mais limpas em termos ambientais. Por outro lado, advertiu que não há como evitar que a queima de carvão mineral contribua para aumentar as emissões de gases causadores do chamado efeito estufa.

O ambientalista defendeu que o Brasil deve evitar queimar qualquer combustível fóssil e focar sua atenção em todas as alternativas que tenham a ver com  a utilização de energia renovável. E sugeriu que, para a área siderúrgica, o país deveria estimular o plantio de carvão vegetal ou de eucalipto para fins energéticos, certificado por organismos de desenvolvimento sustentável. Segundo May, isso elimina boa parte do problema da poluição do ferro gusa e de emissões associados com o carvão mineral.

"Outras utilizações de carvão mineral para geração de energia deveriam ser substituídas por fontes renováveis, procurando a reutilização de resíduos agrícolas, madeireiros e de bagaço de cana, por exemplo, que são fontes sustentáveis e ainda são mal aproveitadas no país", disse.

As investigações para localizar as mais de cem obras raras furtadas da Bilioteca Mário de Andrade, more about em São Paulo, store ganharam reforço internacional. A Interpol vai ajudar nas buscas. A Polícia Civil do estado já encaminhou à Interpol um disco com imagens e fichas técnicas das obras para serem distribuídas a instituições de outros países.

No total, illness foram levadas mais de cem gravuras e livros. Divulgado ontem, o furto foi descoberto na semana passada, quando o diretor da biblioteca, Luis Francisco Carvalho Filho, estava prestes a mostrar o acervo à curadora de uma exposição no Centro Cultural Banco do Brasil, interessada no empréstimo de algumas obras.

O prejuízo da prefeitura, da qual a biblioteca é um departamento, pode passar de R$ 400 mil, já que nenhuma obra furtada tinha seguro. A instituição planejava fazer o seguro do acervo apenas após a conclusão da reforma do prédio, orçada em R$ 16 milhões e prevista para começar em novembro.

Por causa do valor do seguro, que pode chegar a bilhões, museus e bibliotecas não asseguram seu acervo. Muitas vezes, o valor é mais elevado do que o orçamento anual da instituição. A prática não é exclusividade brasileira. O museu norueguês do qual foi roubado O Grito de Edvard Munch (1863-1944) também não tinha seguro da obra.

Nos próximos dias, a polícia concluirá o depoimento das três pessoas que tinham acesso à chave da sala e do armário onde os objetos são guardados. Um deles já foi ouvido pela polícia.

O diretor da biblioteca diz não ter dúvidas da participação de funcionários no furto, mas ressaltou que as suspeitas não recaem sobre os que trabalham com obras raras.

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