Menu
Brasil

Indústria brasileira apoia crescimento econômico aliado a redução de emissões

Arquivo Geral

08/12/2009 0h00

O setor industrial brasileiro, por meio da Confederação Nacional da Indústria (CNI), apoiou hoje, na cúpula da ONU sobre a mudança climática, em Copenhague, a postura oficial do Governo de combinar a redução de emissões de CO2 com a manutenção do crescimento econômico.

O presidente da CNI, Armando Monteiro Neto, se referiu à posição do Executivo brasileiro como “responsável”. Ele lembrou ainda que a indústria do Brasil polui pouco e é responsável por apenas 10% do total das emissões de gases estufa, já que a maior parte delas procede do desmatamento e do uso do solo para fins agropecuários e agrícolas.

“O Brasil já é uma economia de baixo carbono. Não há outro país com mais de 40% de energia procedente de fontes renováveis. Nosso desafio continuarmos nesse caminho”, afirmou José Augusto Jucá, gerente executivo de Competitividade da CNI, em entrevista coletiva organizada pela delegação brasileira na conferência.

O desafio do CNI é coordenar a posição de toda a indústria, alcançando uma convergência de posturas e considerando que há setores que são mais sensíveis que outros.

Outro ponto importante é trabalhar a melhora da eficiência energética, ressaltou José Augusto Fernández, diretor-executivo da CNI, que disse que já estão sendo criados núcleos para ajudar as pequenas e médias empresas nesse campo.

Os diretores da CNI reafirmaram o compromisso da indústria brasileira em se adaptar ao modelo industrial que sucederá ao atual. Eles também ressaltaram que há mais de 70 representantes do setor privado brasileiro na cúpula de Copenhague.

Quanto ao resultado da cúpula, Monteiro se mostrou cauteloso, já que os compromissos voluntários de reduções anunciados pelo Governo brasileiro estão vinculados aos mecanismos de financiamento a serem aprovados na Dinamarca.

A delegação brasileira também organizou hoje uma mesa-redonda sobre a importância do papel dos biocombustíveis no combate à mudança climática. O debate reuniu especialistas, representantes de diferentes Governos e membros de ONGs.

Os participantes brasileiros insistiram nas vantagens dos biocombustíveis, sobretudo do etanol, dentro de uma política de energias renováveis, com especial atenção no transporte.

O Brasil está disposto a compartilhar com outros países suas políticas e soluções tecnológicas nesse campo, no qual tem uma experiência de 35 anos, lembrou André Mattoso Maia Amado, subsecretário-geral de Energia e Alta Tecnologia.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado