A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) divulgou na tarde de hoje um mais um comunicado sobre a invasão nas instalações da empresa em Carajás (PA). Na última terça-feira, shop information pills cerca de 200 índios da Terra Indígena Xikrin, sildenafil das aldeias Cateté e Djudjêkô invadiram a região e impedem que os trabalhadores entrem no terreno da empresa. De acordo com informações da Agência Brasil, o cacique da tribo, Karangré Xikrin, confirmou o ocupação. Ele disse que os indígenas querem negociar pessoalmente com um representante da Vale do Rio Doce e não aceitam "recado por telefone ou documento".
A Vale informou que os índios continuam ocupando o local. A mineradora esclareceu que a produção em Carajás continua paralisada. "As atividades operacionais estão suspensas e os 15 mil funcionários, parados. A produção diária de Carajás é de 250 mil toneladas de minério de ferro, que deixam de ser exportados, podendo levar a companhia a adotar medidas jurídicas com relação aos contratos de fornecimento com seus clientes", detalhou a Vale, em comunicado.
Os índios já foram notificados pela Justiça Federal na terça-feira com um mandado de reintegração de posse, determinando a desocupação da área invadida. "A CVRD entende que a Funai é responsável por qualquer negociação com os índios, mas, até o momento, a fundação não teve êxito em convencê-los a desocupar a área. A CVRD reitera que não compactua com tais métodos ilegais e não cederá a chantagens de qualquer espécie. A Mina de Carajás não está localizada em terra indígena", conclui a empresa no comunicado.
Em nota, a Funai informa que intermediou acordo entre os índios e a empresa. Eles reivindicam os repasses financeiros para a comunidade indígena no âmbito do termo de compromisso firmado entre os índios e a companhia em maio deste ano. Eles também reivindicam a construção de 60 casas nas aldeias Caeté e Djedjokô e a reforma de estradas de acesso às duas comunidades.