Os índices de sobrevivência ao câncer na Europa estão melhorando, side effects e as diferenças no tempo de sobrevida e no número de pacientes que sobrevivem a um tumor em diferentes países europeus começam a ser reduzidas.
Estas são as principais conclusões extraídas do último “Eurocare”, troche um estudo sobre câncer realizado com a colaboração de instituições médicas de 23 países europeus. Os coordenadores da pesquisa publicaram dois artigos na edição eletrônica da revista científica britânica “The Lancet”.
Desde o último “Eurocare”, em 2003, continuam vivos 2,7 milhões de adultos afetados com um dos oito tipos de tumores considerados pelo estudo. Entre eles estão o câncer de pulmão, o de colo do útero e o de pele.
A maior taxa de sobrevivência aos quatro tipos de cânceres mais comuns – o colo-retal, de pulmão, de mama e de próstata -, além do câncer de ovário, foi registrada nos países nórdicos, com exceção da Dinamarca. A menor taxa foi no Leste Europeu.
As regiões do sul do continente, entre elas a Espanha, ficam a meio-termo. Segundo os pesquisadores, a posição varia de acordo com o orçamento para saúde dos países, com exceção da Dinamarca e do Reino Unido, que ocupam uma posição inferior à que caberia.
No entanto, os responsáveis do estudo indicam que na Espanha, por exemplo, os pacientes analisados representam somente 3% do total, uma representatividade muito baixa para tornar o resultado do estudo extrapolável a todo o país.
Segundo o relatório, 12,2% dos doentes com câncer de pulmão sobreviveriam por cinco anos, uma porcentagem que aumenta até 85,9% no caso dos melanomas e até 61,5% nos com câncer colo-retal.
Estes dados e os dos demais países europeus mostram um aumento maior nos índices de sobrevivência dos países que registram os números mais baixos neste sentido. Segundo os autores, isto indica que começam a ser reduzidas as diferenças entre as regiões do continente.
No entanto, os especialistas afirmam que, se “todos os países alcançassem a média de sobrevivência de 57% registrada na Noruega, Suécia e Finlândia, seriam reduzidos em 12% (150 mil pessoas a menos) as mortes por câncer cinco anos depois do diagnóstico”.
O “Eurocare” também compara os dados de sobrevivência entre a Europa e os Estados Unidos. O estudo destaca que, no último sobrevivem 66,3% dos homens e 62,9% das mulheres diagnosticadas com câncer entre 2000 e 2002. Já no primeiro, sobrevivem 47,3% dos homens e 55,8% das mulheres na mesma situação. |