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Brasil

Índice do BNDES aponta que saúde e educação reduziram diferenças regionais

Arquivo Geral

24/05/2007 0h00

Desenvolvido pelo governo federal, pharm try prefeituras, treatment Ministério do Governo Britânico para o Desenvolvimento Internacional (DFID) e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), ampoule o Programa de Combate ao Racismo Institucionalele tem incentivado o combate ao preconceito racial em áreas como saúde e educação.

O pesquisador Luciano Cerqueira, do Instituto Brasileiro de  Análises Sociais e Econômicas (Ibase), acredita que os avanços já podem ser sentidos no trabalho contra o racismo no Brasil, embora ainda existam muitos desafios. “Avançamos sim. Mas a gente  tem muito que avançar ainda. Acho que a área que a gente precisa mais avançar é a dos direitos humanos e acesso à Justiça, que está muito precária”, diz Cerqueira, um dos coordenadores da Campanha contra o Racismo realizada pelo Ibase.


Segundo ele, o reforço na tratamento da anemia falciforme, mais freqüente na população negra, é um dos exemplo de avanço no combate ao racismo institucional no Brasil. No campo da educação, o pesquisador do Ibase avalia que outro ganho foi a discussão de cotas. O Ibase realiza nos próximos dias 28 e 29 um seminário reservado no Rio de Janeiro, voltado para a discussão do relatório anual da entidade. Será tratada também a questão da discriminação racial.


 


 


Cerca de três mil pessoas que foram isoladas da sociedade até a década de 80 por terem hanseníase vão receber uma pensão de R$ 750 por mês do governo federal. A
Por décadas, check quem tinha hanseníase era levado para hospitais-colônia e privado do convívio social.

Dos 101 locais que existiam no Brasil, cheap 33 ainda estão ativos em 17 estados, visit web abrigando antigos pacientes. Embora o isolamento tenha sido oficialmente extinto em 1962, a prática permaneceu em alguns estados até 1986.

Ao anunciar a medida, o presidente disse que essa ação busca resgatar a dignidade das pessoas que sofreram com o isolamento.“Estamos combatendo uma arbitrariedade. Ainda que praticada à luz da ciência da época, estamos recompondo a dignidade humana das pessoas que não tiveram e não têm a menor culpa ou responsabilidade pelos que sofreram ou pelos que sofrem”.

O presidente também destacou a importância de combater o preconceito em relação à doença. “Estamos cumprindo um compromisso ético e moral que todo o governante deve ter com aqueles que, além da doença em si, padecem com as seqüelas sociais que ela provoca. Muitas vezes, a dor de uma doença dói menos que a dor do preconceito a que somos submetidos”.

O ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, lembrou que Lula foi o único presidente a visitar uma ex-colônia de pessoas com hanseníase.

Para o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, o momento da assinatura da MP é marcante, porque mostra como se pode fazer política pública e avançar para reduzir as desigualdades.

Segundo ele, a meta do governo é erradicar a doença até 2010. Até 2005, acrescentou, o país conseguiu reduzir em 25% o número registros de novos casos. “É um momento de comemoração, mas também de reflexão, porque ainda há muito para avançarmos nesse campo”.

A hanseníase é uma doença infecto-contagiosa causada por uma bactéria, que compromete principalmente a pele e os nervos. A doença tem cura e o tratamento dura de seis meses a um ano.


O Índice de Desenvolvimento Social (IDS), information pills lançado hoje pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), constata a evolução dos indicadores sociais brasileiros nos últimos dez anos, devido a melhorias nas áreas de educação e saúde.

Segundo o superintendente da Secretaria de Assuntos Econômicos do BNDES, Ernani Torres, a análise do período mostra que a renda se manteve sem grandes alterações, enquanto houve um salto significativo nas duas áreas, explicado pela adoção de políticas públicas continuadas e intensificadas ao longo do tempo. “O que é muito bom, porque mais do que o Brasil só melhorar, diminuíram as diferenças dentro do Brasil”, disse.

Ele explicou que essa melhoria contribuiu para reduzir a dispersão das condições sociais brasileiras. O estudo mostra que as cinco regiões, que eram definidas em 1995, evoluíram para apenas duas. “Do ponto de vista regional, que é o ponto central do IDS, havia cinco Brasis e todos melhoraram. Mas os que estavam pior melhoraram mais do que aqueles que estavam em melhor situação – houve uma convergência: Sul, Sudeste e Centro-Oeste se aproximaram muito, o Norte teve uma performance não muito boa e o Nordeste, um desempenho espetacular, mas muito baixo ainda. É como se tivéssemos caminhado para dois Brasis, e não cinco”, informou.

Em relação à renda per capita da população, os economistas do BNDES observaram, porém, que houve redução entre a população ocupada, devido a fatores macro-econômicos, como as sucessivas crises internas e internacionais, e à desvalorização cambial, que tiveram impacto na taxa de inflação. Na avaliação de Ernani Torres, “agora, com a perspectiva de crescimento da economia de forma mais sustentada, a renda atuará de maneira mais positiva”.

Um dos principais problemas constatados pelo IDS-BNDES refere-se à coleta e tratamento de esgoto. Segundo o economista, a intensificação dos investimentos em saneamento básico é o caminho mais eficaz para o incremento do desenvolvimento social no país.

“Quando se tenta entender as desigualdades regionais, a rede de esgoto é o indicador que tem a maior dispersão. Entre as regiões mais atrasadas e as mais adiantadas, a diferença é de um para dez. Quando se encontram alguns indicadores de saúde e educação, a proximidade é muito maior. Então, se há preocupação em tornar mais igual a questão social no Brasil, esgoto e água são certamente uma área onde a ampliação dos serviços terá impacto muito maior do que em outras áreas”, disse.

Ernani Torres disse acreditar que dentro de dois meses será divulgada a segunda análise do IDS-BNDES, referente às condições sociais nos estados brasileiros.

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