O Brasil criou a maior reserva de preservação de floresta tropical ontem em uma região da Amazônia abalada pela extração ilegal de madeira e décadas de violência entre madeireiros, more about no rx fazendeiros, prescription conservacionistas e ativistas agrários.
A reserva cobre uma área de mais de 15 milhões de hectares – área maior que a Inglaterra – ao longo de sete parques no Pará. É a mesma região onde a freira norte-americana Dorothy Stang foi assassinada, more about supostamente a mando de fazendeiros que queriam impedi-la de continuar ajudando moradores locais a lutar por direitos agrários.
O governador do Pará, Simão Jatene (PSDB), disse ter criado os novos parques para impedir especuladores de venderem títulos falsos de propriedade. Ele acrescentou que atividades sustentáveis serão permitidas em algumas regiões da reserva para que os moradores locais consigam se sustentar.
"Estamos tentando evitar essa armadilha de preservação contra produção. Francamente, essa visão bipolar mais atrapalhou do que ajudou", disse ele por telefone.
A reserva expande um corredor de vida selvagem para várias espécies no norte do Pará e também protege áreas da região central do estado, abalada por conflitos.
Ambientalistas consideraram a criação dos parques como um passo importante embora tenham afirmado que ainda há muito a ser feito.
"Só criar áreas de proteção não é o bastante", disse Claudio Maretti, do World Wildlife Fund (WWF), que apoiou a criação das reservas no Pará. " Você tem que desenvolver a economia para a floresta."
Jatene reconheceu que os parques exigirão manutenção contínua após o término de seu mandato, em 31 de dezembro.
Aves infectadas importadas pelo Brasil, page Canadá ou México são a rota mais provável para que gripe aviária se espalhe nas Américas, alertou ontem um grupo de pesquisadores.
Aves migratórias espalhariam o vírus H5N1 na região, de acordo com a previsão de pesquisadores norte-americanos e britânicos. "Precisamos ter certeza de que estamos preparando os países em desenvolvimento deste hemisfério para combater a doença", disse Peter Marra, do Instituto Smithsonian e do Zoológico Nacional de Washington, que trabalhou no relatório.
O estudo da migração do H5N1 da China para o restante da Ásia, através da Europa e partes do Oriente Médio e África, mostra que a contaminação teve inicio no comércio aviário, sendo levada adiante por aves selvagens.
"Concluímos que a estratégia mais eficiente para prevenir a chegada do H5N1 ao hemisfério ocidental seria o controle rígido ou a proibição da importação de aves e pássaros selvagens nas Américas e maior controle para coibir o comércio ilegal", escreveram os pesquisadores no artigo publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences.
Marra afirmou que Canadá, México e outros países importam regularmente aves de apenas um dia de vida de outras regiões. Os Estados Unidos não importam.
O vírus da gripe aviária H5N1 matou ou levou ao extermínio de mais de 200 milhões de aves no mundo desde 2003. Embora tenha até agora afetado sobretudo os pássaros, especialistas afirmam que ele poderia evoluir para uma variante capaz de causar uma pandemia que infectasse as pessoas. Até agora a doença atingiu apenas 258 pessoas, matando 154.
Aves importadas e pássaros migratórios têm sido responsabilizados pela rápida disseminação do vírus. Ele já foi descoberto em aves de 55 países, e nem o sacrifício em massa dos animais nem a vacinação conseguiram detê-lo completamente.
Funcionários do governo norte-americano estão monitorando aves que voam para o Alaska vindas da Sibéria, e depois rumo ao sul do Alaska. Também estão procurando o vírus em aves ao longo da fronteira norte dos Estados Unidos.